Quinta, 10 de Setembro de 2026 · Macapá-AP Portal Eleições 2026 Municípios
Amapá Digital Amapá Digital
Premium
Últimas
Campanha 'Fogo Controlado, Floresta Protegida' leva orientações sobre queimadas a municípios do Amapá Direito de ser compreendido: Justiça do Amapá assegura acessibilidade linguística a indígena Karipuna em processo judicial Fórum Mercado 360° gratuito debate novas oportunidades para pequenos negócios nesta sexta (11) Governo Federal anuncia a demarcação de 668 mil ha para conservação Governo do Amapá Entrega o Novo Parque Firme da Ponte do Cai N'água em Macapá Fiscalização usa tecnologia em campo para identificar incêndios e combater crimes ambientais no Amapá Governo do Amapá participa pela primeira vez de monitoramento nacional que protege a alimentação e o aleitamento na primeira infância Governo do Amapá orienta sobre a importância do pré-natal para prevenir riscos na gestação Entenda como funciona a instalação de fibra óptica em rios amazônicos Alunos de Serra do Navio e Laranjal do Jari vencem primeiro dia de Festival de Bandas e Fanfarras do Governo do Amapá Governo do Amapá realiza ação de saúde com atendimento em Libras para comunidade surda Rádio Difusora de Macapá completa 80 anos de história no Amapá "Caí no golpe do Pix, e agora?": Dia do Cliente acende alerta para fraudes digitais e uso de inteligência artificial; saiba como se proteger Amapá lidera ranking nacional de participação feminina na PM com 31% do efetivo Aposta das passarelas, baiana Isabel Alves faz estreia na NY Fashion Week Governo do Amapá pavimenta mais de 14 quilômetros no município de Santana Campanha 'Fogo Controlado, Floresta Protegida' leva orientações sobre queimadas a municípios do Amapá Direito de ser compreendido: Justiça do Amapá assegura acessibilidade linguística a indígena Karipuna em processo judicial Fórum Mercado 360° gratuito debate novas oportunidades para pequenos negócios nesta sexta (11) Governo Federal anuncia a demarcação de 668 mil ha para conservação Governo do Amapá Entrega o Novo Parque Firme da Ponte do Cai N'água em Macapá Fiscalização usa tecnologia em campo para identificar incêndios e combater crimes ambientais no Amapá Governo do Amapá participa pela primeira vez de monitoramento nacional que protege a alimentação e o aleitamento na primeira infância Governo do Amapá orienta sobre a importância do pré-natal para prevenir riscos na gestação Entenda como funciona a instalação de fibra óptica em rios amazônicos Alunos de Serra do Navio e Laranjal do Jari vencem primeiro dia de Festival de Bandas e Fanfarras do Governo do Amapá Governo do Amapá realiza ação de saúde com atendimento em Libras para comunidade surda Rádio Difusora de Macapá completa 80 anos de história no Amapá "Caí no golpe do Pix, e agora?": Dia do Cliente acende alerta para fraudes digitais e uso de inteligência artificial; saiba como se proteger Amapá lidera ranking nacional de participação feminina na PM com 31% do efetivo Aposta das passarelas, baiana Isabel Alves faz estreia na NY Fashion Week Governo do Amapá pavimenta mais de 14 quilômetros no município de Santana
Publicidade
✒ Artigo

O que me conta...não pode ser real  

O filosofo John Locke (1632 -1704) relata uma história recolhida naqueles anos. Certo dia, o rei da Tail&a circ;ndi a escutava com atenção os relatos do embaixador da Holanda. Este narrava:
- Na Holanda, quando a água esfria muito torna-se sólida e os homens podem caminhar sobre a superf& iacute;c ie. O rei franziu a sobrancelha. O embaixador, ao notar a incredulidade do rei, acrescentou:
- Mais ainda: se na Holanda houvesse elefantes, no inverno poderiam caminhar sobre a água gelada de um lag o e n&at ilde;o afundariam. O rei indignado, levantou-se de seu trono e interrompe-o:
-Já basta! Até hoje acreditei em todas as suas histórias. Considerava-o um homem prudente e s&aacute ;bio. Agora, porém, sei que me enganou. O que me conta...não pode ser real.
Hoje podemos sorrir da incredulidade do rei da Tailândia, mas, coitado, naquele tempo ele não tinha como con ferir, com seus próprios olhos, o que o embaixador da Holanda lhe contava como algo natural em seu país. Os anos passaram, mas certas coisas não mudaram muito. Nós também, às vezes, acreditamos em coisas que nunca poderemos averiguar e, outras, duvidamos do que está bem de baixo dos nossos olhos. No fundo, somos todos gêmeos do nosso irmão Tomé. Isso porque, em geral, é mais fácil acreditar no que nos agrada, e que gostaríamos fosse verdade, e duvidar daquilo que nos incomoda ou não cabe em nossos raciocínios e convicções.
A questão é sempre dupla: primeiro, o assunto no qual podemos ou não acreditar e, segundo, q uem nos convida a botar fé. Tomé duvidou de ambas as coisas: da Boa Notícia que Jesus estava vivo, ressuscitado, e dos amigos que diziam o terem visto. São duas coisas diferentes, mas, em seu projeto de amor, Jesus, agora Senhor e Cristo, escolheu não aparecer a todos, mas somente a alguma “testemunhas” envolvendo-as assim, numa forma especial, no anúncio da vitória dele sobre o mal e a morte. De fato, a Ressurreição de Jesus, como evento em si, nunca poderá ser provada com os métodos técnicos e científicos que hoje consideramos infalíveis. Isso seria possível se a Ressurreição fosse um acontecimento, digamos, deste mundo, o nosso, sensível, material onde tudo, mais ou menos, pode ser medido, pesado, filmado etc. Não, a Ressurreição é um fato de Deus, é obra do Pai que ressuscita o seu Filho para nos reintegrar n o seu am or infinito apesar dos homens tê-lo rejeitado e crucificado. Devia ser assim, porque o Filho Jesus veio neste mundo, justamente, para nos fazer conhecer quanto extraordinária e inimaginável é para nós a misericórdia do Pai. É algo que só podemos perceber quando nós também arriscamos perdoar quem nos ofendeu, quando temos compaixão e cuidamos de quem, talvez, nem conhecemos e que, provavelmente, nunca irá nos agradecer. Sobretudo, quando apostamos com toda a nossa confiança que as coisas irão mudar se acreditarmos menos na nossa autossuficiência e seguirmos mais os caminhos surpreendentes percorridos por Jesus. Ele não buscou o sucesso humano, as riquezas deste mundo, uma vida fácil e cômoda, não se preocupou em agradar grandes e poderosos. Não! Ele quis nos dar o exemplo de uma entrega total por amor a todos os pecadores a começar pe lo ladr& atilde;o que estava à sua direita na cruz até o pobre Pedro, medroso, que fugiu e o negou. A Ressurreição de Jesus pode precisar de explicações “teológicas” para ser entendida. No entanto, desde o início, sempre será “provada” somente pela vida nova das testemunhas, ou seja, pela vida daqueles que desistiram de confiar nos próprios merecimentos, nas obras da própria justiça, e se deixaram tocar pelas chagas do Crucificado e de todos os crucificados deste mundo. Sim, Tomé “tocou” nos sinais da Paixão, mas foi Jesus que “tocou” no seu coração e curou a sua incredulidade. Ainda hoje o mundo, para acreditar, precisa de “testemunhas”, silenciosas e pacientes, mas corajosas e insistentes na paz, no amor, na generosidade e na compaixão. Porque para sempre serão esses os sinais de quem acredita na Re ssurrei& ccedil;ão de Jesus. Para o resto... podem zombar de nós, como o rei da Tailândia fez com o embaixador da Holanda.  

Dom Pedro José Conti

Dom Pedro José Conti

<p>Bispo de Macap&aacute;</p>

Mais artigos

Ver todos →

A lebre e os cachorros

A corrida dos cachorros das mais diversas ra&ccedil;as tinha acabado naquele momento. Todos estavam cansados, ofegantes e com a l&iacute;ngu...

Os outros e você  

Quando o outro n&atilde;o faz &eacute; pregui&ccedil;oso. Mas quando voc&ecirc; n&atilde;o faz... &eacute; porque est&aacute; muito ocupado....

Recursos   

Um marido&nbsp; abandonou sua mulher deixando-a sem recursos para sobreviver. O juiz perguntou &agrave; senhora quais meios tinha para a sua...

Só uma pequena queixa  

Uma jovem esposa tinha s&oacute; uma pequena queixa do seu marido. Dizia: &quot; Meu marido, quando fala de mim com os amigos, fala sempre b...

O hóspede mais importante  

Certa noite, quando o Mahatma Ghandi estava em Pret&oacute;ria, na &Aacute;frica do Sul, passou perto da casa de alguns amigos crist&atilde;...

“PEREGRINOS DA ESPERANÇA”

Estas palavras s&atilde;o o lema do Jubileu 2025 que iniciaremos em nossa Diocese no domingo 29 de dezembro de 2024. O come&ccedil;o oficial...