Ele não é artigo de luxo.
Já foi queimado em praça pública.
Resistiu a culturas intolerantes.
Atravessou séculos e crises de toda ordem para que suas portas e janelas que dão acesso a outros mundos (os mundos da imaginação) se mantenham abertas, seja ao toque das mãos ou na tela de smartphones, tablets ou computadores.
Agora, de novo, ele está bem no centro de duas crises.
Enquanto a gigante Amazon ganha o mercado editorial brasileiro incentivando a autopublicação e acirrando a concorrência com editoras e livrarias, o governo sinaliza a taxação de impostos sobre o livro.
Segmentos ligados ao mercado editorial reagem dizendo que a medida encarecerá o produto e dificultará o acesso ao conhecimento.
No meio de todo esse revés, tem os sobreviventes da escrita...
Com taxação ou não, é hora de todos os envolvidos reverem suas metodologias de produção e distribuição dos saberes...