Quinta, 10 de Setembro de 2026 · Macapá-AP Portal Eleições 2026 Municípios
Amapá Digital Amapá Digital
Premium
Últimas
Polícia Civil prende em flagrante homem que ameaçou a ex-companheira após divulgar vídeos íntimos PRF reforça segurança e fiscalização na BR-156 para a 3ª ExpoAgro em Tartarugalzinho Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro travam disputa regionalizada pela Presidência Tarifas dos EUA já reduzem pedidos para 69% das indústrias paulistas Empreendedoras brasileiras levam tecnologia e inovação à agenda do BRICS na Índia Terras raras: BNDES aprova financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis, em Poços de Caldas (MG) Meta apresenta plano para combater desinformação nas Eleições 2026 Senado aprova reforma do Seguro Rural que segue para sanção presidencial Setor empresarial reage à crise institucional e cobra transparência do STF Projeto prevê refinaria e fundição de metais preciosos na ZPE de Barcarena Resposta parcial ao tratamento da depressão exige atenção para além da troca sucessiva de antidepressivos E+ Energia Voluntária: Grupo Equatorial apoia 4ª edição do Bazar das Meninas e recebe doações em Macapá Após outdoor para entrar no BBB 27, influenciadora diz ter recebido mais de 500 trotes de pessoas se passando pela produção Por trás da trend dos anos 80: o custo invisível da IA que viralizou nas redes Influenciadora fitness revela rotina de 50 comprimidos por dia: lista inclui colágeno e suplemento para libido Novos blocos de petróleo em estudo avançam sobre área ampliada da Foz do Amazonas em alto-mar Polícia Civil prende em flagrante homem que ameaçou a ex-companheira após divulgar vídeos íntimos PRF reforça segurança e fiscalização na BR-156 para a 3ª ExpoAgro em Tartarugalzinho Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro travam disputa regionalizada pela Presidência Tarifas dos EUA já reduzem pedidos para 69% das indústrias paulistas Empreendedoras brasileiras levam tecnologia e inovação à agenda do BRICS na Índia Terras raras: BNDES aprova financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis, em Poços de Caldas (MG) Meta apresenta plano para combater desinformação nas Eleições 2026 Senado aprova reforma do Seguro Rural que segue para sanção presidencial Setor empresarial reage à crise institucional e cobra transparência do STF Projeto prevê refinaria e fundição de metais preciosos na ZPE de Barcarena Resposta parcial ao tratamento da depressão exige atenção para além da troca sucessiva de antidepressivos E+ Energia Voluntária: Grupo Equatorial apoia 4ª edição do Bazar das Meninas e recebe doações em Macapá Após outdoor para entrar no BBB 27, influenciadora diz ter recebido mais de 500 trotes de pessoas se passando pela produção Por trás da trend dos anos 80: o custo invisível da IA que viralizou nas redes Influenciadora fitness revela rotina de 50 comprimidos por dia: lista inclui colágeno e suplemento para libido Novos blocos de petróleo em estudo avançam sobre área ampliada da Foz do Amazonas em alto-mar
Publicidade
✒ Artigo

O HIPOCAMPO

O hipocampo talvez seja uma das regiões do cérebro que muito provavelmente quase nenhum professor ou profissional da educação brasileira tenha ouvido falar. Sua importância, no entanto, é tão grande quando o desconhecimento de seu funcionamento e sua contribuição para com o processo de aprendizagem. Se professores, gestores e políticos conhecessem um pouquinho sobre o hipocampo, muito provavelmente todos os sistemas educacionais brasileiros teriam que ser reformulados. E a razão é bastante simples: quase tudo o que se faz nas escolas brasileiras alcança apenas o hipocampo. E como o hipocampo é local de armazenamento temporário de informações (e de aprendizagem), quase tudo o que se coloca nele é perdido. E a consequência disso é a tão conhecida falta de aprendizagem, muitas vezes confundida com dificuldade de aprendizagem. Este ensaio tem como objetivo explicar como funciona o hipocampo humano.

Muito provavelmente já aconteceu com você a experiência de estudar muito, principalmente para uma prova no dia seguinte, e na hora quase tudo desaparecer, como se tivesse dado “um branco” na sua cabeça, de maneira que quase nada do que você viu durante horas a fio veio à sua lembrança. Se isso lhe aconteceu, não se assuste, você não é anormal. O que lhe aconteceu acontece todos os dias com quase todos os estudantes brasileiros submetidos a sistemas de aprendizagens que desconhecem o funcionamento de um pequeno órgão cerebral chamado hipocampo. Todas as nossas experiências cognitivas têm nele sua primeira etapa (e muitas vezes a única) etapa de aprendizagem.

O hipocampo é o receptáculo das nossas informações. Ele funciona de maneira muito parecida com as memórias temporárias do computador. Quem não teve a surpresa desagradável de escrever páginas e páginas em um processador de texto e, de repente, quando a luz apaga, por exemplo, ou quando alguém desliga inadvertidamente a energia, perder tudo, simplesmente porque não teve o cuidado de salvar na memória permanente da máquina? A mesma coisa acontece com o cérebro: se a gente não passar as informações para a região de armazenamento definitivo, permanente, todas elas serão apagadas. E não adianta se enraivecer. A saída mais inteligente é recomeçar a reaprender tudo de novo. Aquilo que foi perdido não vai voltar nem por milagre.

Esse é o primeiro conhecimento que se deve ter: tudo o que aprendemos passa, primeiro, por essa região, absolutamente tudo. É o hipocampo (na verdade, é todo o sistema límbico, que explicaremos mais adiante a sua estrutura e funcionamento) que distribui o que recebe ou para o cerebelo ou para o córtex, as duas regiões de armazenamento permanente. E por isso devemos conhecê-lo bem para que nossas atividades docentes realmente colabore para com a aprendizagem dos nossos alunos e, também e principalmente, com a nossa própria aprendizagem. Isso quer dizer que devemos testar em nós mesmos esses conhecimentos sobre essas regiões cerebrais responsáveis pela aprendizagem para aferir o seu funcionamento.

O segundo conhecimento é que o hipocampo tem limitações de armazenamento de informações. É isso mesmo. Diferente do que os especialistas da educação imaginam, a ciência tem mostrado que o hipocampo é limitado em armazenamento de informações. Mais do que isso, ele exige uma lógica, um sequenciamento de etapas, para que essas informações sejam transformadas em aprendizado, daquele jeito que a gente entende e que desejamos que aconteça todas as vezes que nós estudamos e todas as vezes que nós ensinamos. Isso quer dizer que não podemos fazer as coisas do jeito que a gente quer. Temos que fazer as coisas do jeito que o hipocampo aceita. Se não fizermos do jeito dele, ele não vai aceitar; e se aceitar, vai armazenar errado permanentemente.

Como consequência, a terceira coisa que devemos saber é que temos que lidar com poucos entendimentos por vez. Entendimento quer dizer esquema lógico, compreensão da lógica da coisa, entender como a coisa que queremos aprender funciona. Essa é a primeira coisa que temos que nos preocupar, se queremos de fato aprender ou ensinar: responder a seguinte pergunta “como isso que eu quero aprender funciona?”. Vamos a um exemplo. Se quero aprender equação de primeiro grau, primeiro tenho que saber o que é uma função, como ela funciona no mundo, em casa, na rua, na televisão, em um texto, na música, enfim, onde eu posso ver o funcionamento da função, para depois eu entender o que significa primeiro grau, onde eu posso vê-lo em casa, na rua, na música, enfim, em todos os lugares possíveis.

Não podemos ficar muito tempo insistindo na mesma coisa do mesmo jeito. O hipocampo não gosta de insistência na repetição do entendimento, mas ele ama, fica encantado, com as demonstrações, com os exercícios da lógica que queremos aprender. Se meus alunos entenderam bem a lógica da equação de primeiro grau, quando eu demonstrar o cálculo, eles vão aprender com a maior naturalidade do mundo, que surpreende todo professor incrédulo na ciência. Mas quase todos eles vão errar quando fizerem o primeiro exercício, vão errar também no segundo, vão começar a errar menos no terceiro e assim por diante. Quanto mais exercícios fizerem, mais o hipocampo vai gostar, porque essa é a quarta coisa que devemos saber: não basta entender, tem que praticar. Se não praticar, o hipocampo não vai fazer a transferência de forma adequada para o local definitivo.

Esse esquema lógico (primeiro, garantir o entendimento; depois, praticar o entendimento) não pode ser feito uma única vez e nem pode ser realizado de forma intensiva. Isso quer dizer que devemos estudar função de primeiro grau por alguns meses, um pouquinho apenas, todos os dias. Estudar significa: entender sua lógica e exercitar. Nada, portanto, dessa imbecilidade de fazer representação simbólica da equação no quadro, mostrar como faz a conta, passar uns cinco exercícios e pular para outro assunto. E muito menos pedir para que os alunos se matem inúmeras horas fazendo a mesma coisa. É tudo inútil. O hipocampo é limitado, por isso gosta de diversificação para consolidar a mesma coisa.

Dr. Daniel Nascimento e Silva

Dr. Daniel Nascimento e Silva

<p>PhD,&nbsp;Professor e Pesquisador do Instituto Federal do Amazonas (IFAM)</p>

Mais artigos

Ver todos →

TESTES COMPARATIVOS

Os testes comparativos s&atilde;o uma vers&atilde;o tecnol&oacute;gica do m&eacute;todo comparativo de an&aacute;lise, oriundo da ci&ecirc;n...

OS TESTES DE USABILIDADE

Os testes de usabilidade t&ecirc;m o grande desafio de aferir se o prot&oacute;tipo (e a futura tecnologia) &eacute; f&aacute;cil de usar. N...

OS TESTES DE QUALIDADE

A qualidade faz parte do rol de aspectos das tecnologias que precisam ser testados e retestados continuamente at&eacute; que o prot&oacute;t...

OS TESTES AMBIENTAIS

Do ponto de vista macroorganizacional, o ambiente externo &eacute; composto de for&ccedil;as positivas, chamadas oportunidades, e negativas,...

TESTES E RETESTES AMBIENTAIS

Muitas tecnologias causam e sofrem impacto do meio ambiente. As ci&ecirc;ncias organizacionais consideram o ambiente como um espa&ccedil;o d...

OS TESTES ESTRUTURAIS

Os tipos de testes estruturais de tecnologias e produtos s&atilde;o t&atilde;o variados que provavelmente &eacute; uma miss&atilde;o infrut&...