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Celebridades

Fez lipo e depois anuncia aparelho para emagrecer? Bicampeão mundial quer criar "Lei do Resultado Real"

“O problema não é fazer cirurgia plástica. É usar o resultado dela para vender outra coisa como se tivesse produzido aquele corpo”, afirma Sérgio Fialho

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CO - Assessoria 02/09/2026 às 00:00
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Fez lipo e depois anuncia aparelho para emagrecer? Bicampeão mundial quer criar "Lei do Resultado Real"

Bicampeão do Mister Universo, com títulos conquistados em 2019 e 2025, Sérgio Fialho, de 40 anos, candidato a deputado federal pelo Paraná, quer defender uma nova regra para a publicidade de procedimentos estéticos feita por famosos e influenciadores. Batizada por ele de “Lei do Resultado Real”, a ideia é que celebridades informem quando uma cirurgia ou intervenção estética anterior tiver contribuído de forma relevante para o corpo ou o rosto usado como referência para vender um tratamento, aparelho ou produto de beleza.

Fialho diz que a proposta surgiu ao observar campanhas em que a própria aparência do influenciador acaba funcionando como prova do resultado anunciado. Ele cita como exemplo uma situação em que alguém tenha feito lipoaspiração e depois apareça divulgando um aparelho para redução de gordura usando o próprio abdômen como demonstração. “Se a pessoa fez uma cirurgia que ajudou a construir aquele resultado e depois aparece dizendo que determinado aparelho é o segredo daquele corpo, o consumidor pode acreditar que o aparelho fez sozinho algo que não fez. É essa informação que precisa ficar clara”, afirma.

A mesma lógica, segundo ele, poderia valer para casos em que intervenções anteriores tenham relação direta com a região ou o efeito utilizado na publicidade, como glúteos, contorno corporal ou rejuvenescimento facial. A proposta não prevê a exposição de prontuários, médicos, clínicas ou detalhes pessoais. “Eu não quero saber o histórico médico de ninguém. Mas, se o corpo virou argumento de venda, o consumidor precisa saber quando aquele resultado também foi influenciado por outra intervenção. Cirurgia não pode virar propaganda de creme”, diz.

Caso seja eleito, Fialho afirma que pretende levar a ideia ao debate no Congresso e discutir uma regra voltada a campanhas remuneradas, permutas e outras ações comerciais em que a aparência seja utilizada como demonstração de resultado. “A vida privada continua privada. O que muda é quando alguém ganha dinheiro usando a própria aparência como prova de um resultado. Nesse momento, transparência deixa de ser exposição e passa a ser direito de quem está comprando”, conclui.

Legenda: Da esquerda para a direita, Virginia Fonseca, Juju Salimeni e Gracyanne Barbosa, nomes ligados ao universo fitness que também já tornaram públicos procedimentos estéticos realizados ao longo de suas trajetórias.

Créditos: @virginia | @jujusalimeni | @graoficial | @fialho._ | CO ASSESSORIA

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