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6,5 mil hectares

Amaparque: conheça o projeto de criação da maior unidade de conservação urbana do mundo

Local terá uma área equivalente à da Lituânia e será destinado para recuperação de áreas de ressaca de Macapá e Santana, apreciação do meio ambiente e práticas esportivas.

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Redação Amapá Digital 10/02/2023 às 00:00
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Amaparque: conheça o projeto de criação da maior unidade de conservação urbana do mundo

O Amapá possui a maior área de floresta tropical preservada do Brasil: 73% do seu território é protegido e 96% da cobertura vegetal nativa está intacta. O Governo do Estado defende a conservação desse patrimônio natural, como promotor do desenvolvimento sustentável. Para isso, uma das estratégias é o projeto de criação do Amaparque.

Com previsão de 6,5 mil hectares, quando concluído, o local terá uma área equivalente à da Lituânia, tornando-se a maior unidade de conservação urbana do mundo. O Amaparque será construído em áreas de Macapá e Santana, as duas cidades mais densamente populosas do Amapá e que desenvolveram-se às margens das Zonas Úmidas, conhecidas popularmente como ressacas.

O projeto busca recuperar, especialmente, a Bacia Hidrográfica do Igarapé da Fortaleza, que engloba regiões como a Lagoa dos Índios, os igarapés Davi e Arco e áreas de ressaca como a Gruta e do bairro Congós, na zona sul de Macapá.

Além de promover o desenvolvimento sustentável, educação ambiental e acessibilidade, a criação desse grande espaço de proteção vai trazer bem-estar às comunidades, gerar oportunidade de emprego e renda, melhorar a saúde, a segurança e atrair turismo para o estado.

A analista Débora Thomaz faz parte da Coordenadoria de Capacitação de Recursos e Gestão de Programa de Projetos da Secretaria de Meio Ambiente (Sema). Ela explica que o projeto do Amaparque representa um projeto modelo de intervenção urbano-ambiental, criando medidas eficientes para combater as crises climáticas, hídricas e a perda de biodiversidade.

“Como estado brasileiro mais verde, o Amapá apresenta-se como inovador na gestão ambiental, usando o que há de mais moderno para restaurar as áreas de ressaca. As soluções baseadas na natureza permitirão que o estado receba recursos internacionais. Estamos saindo na frente para colocar nosso Estado como protagonista da Era Ambiental”, disse Thomaz.

Próximos passos

Thomaz explica que, neste momento, a equipe concluiu a fase de estudos de campo e começa a apresentar um diagnóstico com informações sobre o solo, relevo, geologia, água, clima, fauna, flora, serviços ecossistêmicos, socioeconomia, mobilização social e uso público do espaço.

"Foram feitas duas campanhas de campo e oficinas participativas. Essa é a primeira grande etapa que abrange a socioeconomia. O projeto foi todo pensado nos sonhos e anseios da população. Hoje, inclusive, já temos a marca do programa", disse Débora.

A analista da Sema detalha que os benefícios perpassam pelo campo social, pois foi um projeto feito ouvindo às necessidades e sonhos da população, para gerar áreas de vivência comuns, saúde, bem-estar e empregos verdes.

A empresa Phytostore foi contratada pelo Governo do Amapá para elaborar o projeto.
Histórico

O Amaparque, foi apresentado à comunidade científica em novembro de 2022, durante a Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP-27), no Egito.

O projeto é baseado em estudos científicos da metodologia do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês), e com Soluções baseadas na Natureza (SbN).

"Os estudos vão resultar em dois grandes produtos: a proposta da criação de uma Unidade de Conservação ou mais de uma e a possibilidade de trabalhar a Lagoa dos Índios para criar um sítio Ramsar urbano, que é uma zona úmida de interesse internacional em virtude de alguma espécie ou alguma relação ecológica específica. E, caso os estudos apontem para essa possibilidade, será o primeiro sítio Ramsar urbano dentro do Brasil", finaliza Thomaz.

 

Por: Marcelle Corrêa

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