FIEPA destaca pautas estratégicas de interesse do Pará durante lançamento da Agenda Legislativa da Indústria 2026 no Congresso

FIEPA destaca pautas estratégicas de interesse do Pará durante lançamento da Agenda Legislativa da Indústria 2026 no Congresso



A Confederação Nacional da Indústria lançou, nesta terça-feira (24), a 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria, durante solenidade no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. O documento consolida as prioridades do setor produtivo no Congresso Nacional, com foco em propostas voltadas à competitividade, inovação e desenvolvimento econômico.


A Federação das Indústrias do Estado do Pará esteve representada por uma comitiva liderada pelo presidente Alex Carvalho, com as participações dos vice-presidentes executivos Marcella Novaes, Josefran Almeida e Daniel Freire, do diretor Daniel Sobrinho, do presidente do Conselho Temático de Assuntos Legislativos Francisco Victer e do chefe de gabinete Fábio Contente. Para o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, a participação no lançamento da Agenda fortalece a atuação da indústria paraense no debate nacional, e amplia o espaço para defesa de uma agenda alinhada às necessidades da região.


“Estar presente neste momento é gratificante por termos a certeza de que a voz da indústria paraense tem espaço no debate sobre o que é prioritário para o desenvolvimento do país. O Pará tem desafios específicos, e precisamos de uma agenda que priorize investimentos em infraestrutura, assegure segurança jurídica, estimule a inovação e impulsione a neoindustrialização como caminho para gerar mais competitividade e desenvolvimento sustentável”, afirmou.


Carvalho também fez um agradecimento, destacando a abertura ao diálogo com a região amazônica. “Gostaria de registrar nosso agradecimento, em nome da indústria paraense, ao presidente Ricardo Alban e a toda a CNI pela receptividade às pautas da Amazônia. Essa escuta qualificada demonstra sensibilidade e, sobretudo, visão estratégica ao reconhecer a importância de temas fundamentais para o desenvolvimento da região, respeitando suas particularidades e potencializando suas oportunidades”, afirmou.


A Agenda Legislativa 2026 reúne 135 proposições em tramitação no Congresso, das quais 81 contam com apoio da indústria e 54 têm posicionamento divergente. Entre elas, 15 foram elencadas como prioritárias e compõem a chamada Pauta Mínima da Indústria, com destaque para temas como relações de trabalho, tributação, infraestrutura, comércio exterior e inovação.


Durante o lançamento, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou o papel estratégico da indústria em um cenário global desafiador. “Esse ano eleitoral exige a priorização de iniciativas capazes de revigorar o ambiente de negócios, assegurar a previsibilidade regulatória e sustentar a competitividade da nossa economia”, afirmou. Ele também reforçou a necessidade de avançar em temas como a regulamentação da inteligência artificial, economia circular e modernização das concessões.


Alban ainda chamou atenção para entraves históricos da economia brasileira. “Precisamos enfrentar o custo Brasil e superar distorções como juros elevados e o alto custo da energia, que comprometem diretamente a competitividade da indústria”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Debates no Parlamento


A sessão foi presidida pelo deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR), que destacou o papel da Agenda como instrumento de orientação para o Legislativo. “O Brasil vem perdendo competitividade. Vivemos um cenário internacional instável, e a Agenda é fundamental para pautar o Parlamento no caminho do crescimento, do equilíbrio e do desenvolvimento com responsabilidade”, disse.


Já o deputado federal e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre, José Adriano Ribeiro (PP-AC), ressaltou a importância da integração entre as pautas nacionais e regionais. “A agenda nacional se fortalece quando dialoga com as realidades locais, especialmente na Amazônia Legal, que reúne vantagens competitivas estratégicas para o Brasil”, afirmou.


Construção coletiva e visão de futuro


A Agenda Legislativa foi construída ao longo de três meses com a participação de 153 entidades, incluindo federações, associações setoriais e sindicatos nacionais, consolidando cerca de 20 mil contribuições. O documento também dialoga com propostas de longo prazo, como o projeto Brasil 2050, que busca alinhar crescimento econômico, equilíbrio fiscal e sustentabilidade.

Publicidade



O que achou desta notícia?


Cursos Básicos para Concursos