Ifap dá início às atividades do Programa Acelera Amapá

Ifap dá início às atividades do Programa Acelera Amapá



O Instituto Federal do Amapá (Ifap) deu início, no último sábado (28/3), aos cursos do Programa Acelera Amapá no Campus Macapá, com uma aula inaugural que reuniu cerca de 300 alunos, gestores, autoridades e convidados. A abertura contou com a presença do ministro do Desenvolvimento e da Integração Regional, Waldez Góes, e do reitor do Ifap, Romaro Silva. Voltado à qualificação profissional, o programa oferece cursos nas áreas de Inglês Básico, Hospedagem, Panificação e Comunicação. Todos os participantes receberão bolsas para frequentar as aulas.

São 40 alunos no curso de Panificação, 80 em Hospedagem, com ênfase em hotelaria, 80 em Inglês Básico e 100 em Comunicação. Estes últimos integram o projeto Comunicatec, que prevê a criação de três agências de comunicação dentro do próprio Ifap, voltadas à produção de conteúdo digital.

Na fala de abertura, o reitor destacou que o programa nasceu de um pedido do ministro Waldez Góes, que enxerga os institutos federais como indutores de políticas públicas. “Nós olhamos para o programa de rotas do governo federal e analisamos o que cada um dos nossos cursos poderia contribuir dentro do Acelera. O de Panificação surgiu de uma demanda antiga do colegiado de alimentos, aliada à constatação de que a produção de pães e alimentos está presente em qualquer ambiente de trabalho ligado à cadeia do petróleo. Já o curso de Hospedagem foi desenhado para qualificar profissionais e suprir a carência da rede hoteleira no estado. O curso de Inglês Básico foi criado em resposta ao isolamento linguístico brasileiro. Por fim, desenhamos a criação de agências de comunicação dentro do Ifap para formar comunicadores comprometidos com a verdade”, explicou Romaro Silva.

 

 

Já o ministro Waldez ressaltou que o Amapá vive um momento de grande potencial econômico, impulsionado pelas cadeias de petróleo e gás, turismo, mineração e agronegócio, e que o Programa Acelera Amapá é uma resposta direta a essas oportunidades. “Se não qualificarmos as pessoas na hora em que o mercado precisar, ele vai buscar mão de obra em outro lugar. Até fora do país. É assim que funciona o grande mercado de trabalho”, alertou. Para o ministro, cada curso inaugurado responde a uma necessidade concreta identificada na economia local e regional. 

O ministro também anunciou novos investimentos para o Ifap, entre eles recursos para a reforma do auditório e obras em outras unidades, além de parcerias em andamento nas áreas de biofábricas, segurança hídrica e regularização fundiária da agricultura familiar. “O que pudermos fazer para ampliar vagas e chegar a outros territórios, faremos. Hoje é a aula inaugural. Daqui para frente, é só ampliar a formação e colocar a garotada no mercado de trabalho”, concluiu Waldez Góes.

Para finalizar a programação, o público assistiu à aula inaugural, ministrada pela professora Sandra Meinen da Cruz, intitulada “Análise das Percepções acerca da Exploração de Petróleo no Amapá”, em que ressaltou como a exploração do petróleo no Amapá aumentará toda a cadeia produtiva do estado, gerando emprego, renda e ampliando exponencialmente a arrecadação de tributos. “Em uma simulação, se tivermos a produção de 100 mil barris de petróleo por dia, isso nos daria um retorno de cerca de 325 mil empregos formais. Isso é muita coisa, é quase metade da população do estado. É para termos uma dimensão do que é a cadeia do petróleo e gás”, enfatizou a palestrante.

Expectativa dos alunos do Programa Acelera Amapá

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O perfil dos estudantes que ingressaram no Programa Acelera Amapá revela a busca por qualificação profissional para se diferenciar no mercado de trabalho.

Ana Carolina Santos Moraes, aluna do curso de Panificação, é egressa do Ifap. Ela concluiu o ensino médio técnico em Alimentos na instituição. Para ela, o curso é um passo estratégico para o futuro. “Eu quero cursar Gastronomia, então acho que vai ser bom para o meu currículo”, contou. 

Iorrane Vanessa chega ao curso de Hospedagem sem formação prévia na área, mas movida pela vontade de aproveitar a oportunidade. Com parte do ensino médio cursado no Tocantins e parte em Macapá, ela vê no programa uma chance concreta de entrar no setor hoteleiro. “Conhecimento a mais sempre é bom, e é uma oportunidade de trabalhar no setor hoteleiro”, disse.

Amanda Reis da Silva é graduanda em Ciências Naturais em outra instituição. Ela se inscreveu no Comunicatec por já ter atuado na área de marketing digital, mas ainda sem certificação formal. “Aqui no estado há uma grande escassez de profissionais na área e muitas oportunidades aparecendo. O curso traz a certificação que eu precisava”, explicou. A bolsa, segundo ela, é um incentivo a mais.

Já Mila Lopes Ferreira, recém-formada em Enfermagem, decidiu aproveitar para realizar um antigo desejo, que é o de aprender inglês. “Sempre foi uma vontade minha, e a necessidade no mercado de trabalho só reforçou isso. A oportunidade de fazer por uma instituição federal pesou muito na decisão”, afirmou.

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