A dobra que marca o encontro entre o bumbum e a parte de trás da coxa ganhou informalmente o apelido de “sorriso do bumbum” pelo desenho que forma no corpo. Embora possa ser confundida com acúmulo de gordura, essa linha faz parte da própria anatomia da região e varia naturalmente de uma pessoa para outra. A confusão aumenta porque, logo abaixo dela, pode aparecer a chamada “bananinha”, um volume com características diferentes. A região também passou a receber mais atenção em estudos recentes sobre o desenho do contorno glúteo.
Formato dos glúteos, musculatura, distribuição de gordura e características dos tecidos ajudam a definir como essa linha aparece no corpo. Ao avaliar esse contorno, o médico Chris Lima, referência em harmonização glútea e integrante da Clínica Michelon, em João Pessoa, diz que o comprimento da dobra não pode ser interpretado isoladamente. “Uma dobra mais longa não significa automaticamente mais gordura, assim como uma dobra curta não significa um contorno melhor. É preciso observar como essa linha se relaciona com o restante do glúteo e da coxa”, explica.
Na harmonização glútea, confundir o “sorriso” com a “bananinha” pode mudar completamente a leitura do contorno, já que uma característica está relacionada à própria dobra e a outra ao volume que aparece abaixo dela. “Não adianta olhar apenas para onde falta ou sobra volume. Primeiro precisamos identificar se o que incomoda é a dobra, a bananinha, uma assimetria ou a própria proporção do glúteo. Às vezes, aquilo que a pessoa chega querendo corrigir é simplesmente uma característica da anatomia dela”, afirma Chris.
Para Chris, nomes como “sorriso” e “bananinha” ajudam a identificar detalhes do corpo, mas também podem fazer uma característica natural passar a ser vista como algo que precisa de correção. “Não existe um único formato que funcione como referência para todas as mulheres. Antes de pensar em mudar alguma coisa, é importante entender o desenho daquele corpo e respeitar suas proporções. Nem toda diferença é uma imperfeição”, conclui.
Créditos: @dr.chrisbacelarlima | @clinicamichelon | CO ASSESSORIA
