Quinta, 10 de Setembro de 2026 · Macapá-AP Portal Eleições 2026 Municípios
Amapá Digital Amapá Digital
Premium
Últimas
Carros elétricos exigem adaptações em elevadores, oficinas e até nas garagens Polícia Civil prende Mulher em flagrante por tráfico de drogas em Porto Grande Batalhão de Força Tática prende três indivíduos por tráfico de drogas durante a 'Operação Enfrentamento' às Orcrim’s Campanha 'Fogo Controlado, Floresta Protegida' leva orientações sobre queimadas a municípios do Amapá Direito de ser compreendido: Justiça do Amapá assegura acessibilidade linguística a indígena Karipuna em processo judicial Fórum Mercado 360° gratuito debate novas oportunidades para pequenos negócios nesta sexta (11) Governo Federal anuncia a demarcação de 668 mil ha para conservação Governo do Amapá Entrega o Novo Parque Firme da Ponte do Cai N'água em Macapá Fiscalização usa tecnologia em campo para identificar incêndios e combater crimes ambientais no Amapá Governo do Amapá participa pela primeira vez de monitoramento nacional que protege a alimentação e o aleitamento na primeira infância Governo do Amapá orienta sobre a importância do pré-natal para prevenir riscos na gestação Entenda como funciona a instalação de fibra óptica em rios amazônicos Alunos de Serra do Navio e Laranjal do Jari vencem primeiro dia de Festival de Bandas e Fanfarras do Governo do Amapá Governo do Amapá realiza ação de saúde com atendimento em Libras para comunidade surda Rádio Difusora de Macapá completa 80 anos de história no Amapá "Caí no golpe do Pix, e agora?": Dia do Cliente acende alerta para fraudes digitais e uso de inteligência artificial; saiba como se proteger Carros elétricos exigem adaptações em elevadores, oficinas e até nas garagens Polícia Civil prende Mulher em flagrante por tráfico de drogas em Porto Grande Batalhão de Força Tática prende três indivíduos por tráfico de drogas durante a 'Operação Enfrentamento' às Orcrim’s Campanha 'Fogo Controlado, Floresta Protegida' leva orientações sobre queimadas a municípios do Amapá Direito de ser compreendido: Justiça do Amapá assegura acessibilidade linguística a indígena Karipuna em processo judicial Fórum Mercado 360° gratuito debate novas oportunidades para pequenos negócios nesta sexta (11) Governo Federal anuncia a demarcação de 668 mil ha para conservação Governo do Amapá Entrega o Novo Parque Firme da Ponte do Cai N'água em Macapá Fiscalização usa tecnologia em campo para identificar incêndios e combater crimes ambientais no Amapá Governo do Amapá participa pela primeira vez de monitoramento nacional que protege a alimentação e o aleitamento na primeira infância Governo do Amapá orienta sobre a importância do pré-natal para prevenir riscos na gestação Entenda como funciona a instalação de fibra óptica em rios amazônicos Alunos de Serra do Navio e Laranjal do Jari vencem primeiro dia de Festival de Bandas e Fanfarras do Governo do Amapá Governo do Amapá realiza ação de saúde com atendimento em Libras para comunidade surda Rádio Difusora de Macapá completa 80 anos de história no Amapá "Caí no golpe do Pix, e agora?": Dia do Cliente acende alerta para fraudes digitais e uso de inteligência artificial; saiba como se proteger
Publicidade
✒ Artigo

A cooperação continental como caminho para o desenvolvimento da Amazônia

A Amazônia continental, que ultrapassa fronteiras nacionais e conecta povos de oito países sul-americanos (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), representa uma das regiões mais estratégicas do planeta, não apenas pela riqueza ambiental, mas sobretudo pelo potencial humano, econômico e logístico ainda subaproveitado. 

Pensar o futuro da Amazônia exige superar visões fragmentadas e reconhecer que seus desafios e oportunidades devem ser compartilhados. A cooperação e a integração entre as sociedades amazônicas surgem como instrumentos essenciais para promover desenvolvimento sustentável, prosperidade econômica e inclusão social.

Historicamente, a Amazônia foi tratada mais como periferia dos centros nacionais do que como um espaço de convergência continental. Essa lógica produziu isolamento econômico, baixa integração logística, déficits históricos de infraestrutura e dificuldades na geração de emprego e renda. No entanto, os problemas enfrentados — saneamento precário, urbanização desordenada e desigualdade social, por exemplo — são comuns a toda a região, independentemente das fronteiras políticas.

A cooperação entre as sociedades amazônicas pode transformar essa realidade ao criar sinergias regionais. A integração econômica permite ampliar mercados, reduzir custos logísticos, estimular cadeias produtivas sustentáveis e fortalecer o empreendedorismo local. O intercâmbio de conhecimento técnico, soluções urbanas e políticas públicas bem-sucedidas acelera a capacidade de resposta dos governos diante de desafios tão complexos.

Nesse sentido, torna-se também essencial o estímulo ao empreendedorismo e à ampliação de parcerias público-privadas, de forma a criar um ambiente favorável à inovação e ao crescimento econômico, sem abrir mão da responsabilidade ambiental e social que caracteriza a Amazônia.

A integração amazônica, penso eu, deve ser baseada em três pilares fundamentais: infraestrutura conectada, com investimentos em mobilidade urbana, logística regional e saneamento básico; ambiente econômico favorável, capaz de atrair investimentos sustentáveis e gerar oportunidades para pequenos e médios empreendedores; e cooperação institucional, com troca permanente de experiências entre governos locais e regionais.

Na prática, experiências já demonstram que a integração de políticas públicas produz resultados concretos. No Amazonas, ações conduzidas por órgãos estaduais nas áreas de desenvolvimento urbano e gestão de projetos estruturantes mostram como planejamento, cooperação e visão estratégica podem transformar realidades sociais. 

Programas voltados à habitação, saneamento integrado, recuperação ambiental e requalificação urbana evidenciam que investimentos estruturantes não apenas melhoram a qualidade de vida da população, mas também dinamizam a economia local.

São exemplos os programas Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), de Saneamento Integrado (Prosai), Amazonas Meu Lar, Ilumina+ e Asfalta Amazonas, desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), pastas que administro, sob a liderança do governador Wilson Lima.

Essas iniciativas demonstram que o desenvolvimento amazônico não depende exclusivamente de grandes projetos isolados, mas da articulação entre diferentes setores e níveis de governo, associada à participação da sociedade e à atração de investimentos. 

Ao promover urbanização planejada, infraestrutura básica e inclusão social, cria-se um ambiente propício ao crescimento econômico sustentável — exatamente o princípio que deve orientar uma agenda de integração continental.

O fortalecimento dos laços entre as sociedades amazônicas contribui para ampliar a voz da região no cenário internacional. Uma Amazônia integrada tem maior capacidade de atrair investimentos, compartilhar soluções tecnológicas e promover o desenvolvimento sustentável, considerando as realidades locais.

A integração amazônica é, portanto, uma necessidade estratégica. A capacidade de seus povos e governos de cooperar, trocar experiências e construir soluções conjuntas é fundamental para a prosperidade da região. Ao alinhar integração regional com eficiência administrativa e planejamento urbano sustentável, abre-se um caminho concreto para superar desigualdades históricas e transformar a Amazônia em um polo de desenvolvimento inclusivo e competitivo.

Quando cooperação, inovação e responsabilidade caminham juntas, a floresta deixa de ser vista apenas como desafio e passa a ser reconhecida como oportunidade — não apenas para quem vive nela, mas para todo o continente.

 

Marcellus Campêlo é engenheiro civil, especialista em Saneamento Básico e em Governança e Inovação Pública; exerce, atualmente, os cargos de secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano – Sedurb e da Unidade Gestora de Projetos Especiais – UGPE

Marcellus Campêlo

Marcellus Campêlo

Engenheiro civil, especialista em Saneamento Básico e em Governança e Inovação Pública; ocupa, atualmente, a segunda vice-presidência do União Brasil Amazonas e é membro titular do diretório da Federação União Progressista, pré-candidato a deputado estadual

Mais artigos

Ver todos →