Quarta, 9 de Setembro de 2026 · Macapá-AP Portal Eleições 2026 Municípios
Amapá Digital Amapá Digital
Premium
Últimas
Oratório, São Paulo, Canário e Latitude Zero decidem vagas na final do Amapaense Sub-17 FAF conclui estudos e define nova sistemática de acesso e descenso do Campeonato Amapaense Pela primeira vez, Unifap oferta Mestrado Profissional em Alfabetização Médica que cuida de pacientes com lipedema descobre que também tem a doença Pesquisa de Satisfação do Jurisdicionado 2026 amplia escuta da sociedade no Fórum de Macapá Governo do Estado retoma cursos livres com formações semanais Novo reservatório de água do Buritizal vai reforçar abastecimento de mais 30 mil clientes de Macapá Governo do Amapá fortalece cuidado em saúde mental e amplia caminhos para quem precisa de ajuda Governo do Amapá constrói nova rodovia que interliga as Zonas Oeste e Norte de Macapá Governo do Amapá inicia formação de profissionais para fortalecer organização da fila do SUS Governo do Amapá retoma programa Lean nas Emergências e reduz em 42% número de pacientes internados no corredor do HE, em Macapá Amapá tem segundo menor número de focos de calor entre os estados da Amazônia Legal em 2026 Produção do campo ganha destaque na Feira de Negócios do Vale do Jari Apoio à infância e juventude: TJAP entrega materiais esportivos para projeto social do 1º Batalhão da Polícia Militar nesta quarta-feira (9/9) 'O amor à Pátria e à Polícia Militar', destaca espectadora ao levar filha para assistir o desfile de 7 de Setembro no Amapá Dia do Cachorro-Quente: receita fica mais prática na panela elétrica Oratório, São Paulo, Canário e Latitude Zero decidem vagas na final do Amapaense Sub-17 FAF conclui estudos e define nova sistemática de acesso e descenso do Campeonato Amapaense Pela primeira vez, Unifap oferta Mestrado Profissional em Alfabetização Médica que cuida de pacientes com lipedema descobre que também tem a doença Pesquisa de Satisfação do Jurisdicionado 2026 amplia escuta da sociedade no Fórum de Macapá Governo do Estado retoma cursos livres com formações semanais Novo reservatório de água do Buritizal vai reforçar abastecimento de mais 30 mil clientes de Macapá Governo do Amapá fortalece cuidado em saúde mental e amplia caminhos para quem precisa de ajuda Governo do Amapá constrói nova rodovia que interliga as Zonas Oeste e Norte de Macapá Governo do Amapá inicia formação de profissionais para fortalecer organização da fila do SUS Governo do Amapá retoma programa Lean nas Emergências e reduz em 42% número de pacientes internados no corredor do HE, em Macapá Amapá tem segundo menor número de focos de calor entre os estados da Amazônia Legal em 2026 Produção do campo ganha destaque na Feira de Negócios do Vale do Jari Apoio à infância e juventude: TJAP entrega materiais esportivos para projeto social do 1º Batalhão da Polícia Militar nesta quarta-feira (9/9) 'O amor à Pátria e à Polícia Militar', destaca espectadora ao levar filha para assistir o desfile de 7 de Setembro no Amapá Dia do Cachorro-Quente: receita fica mais prática na panela elétrica
Publicidade
Humanização

Humanização na saúde: a importância do cuidado pautado na empatia

A
Redação Amapá Digital 13/01/2023 às 00:00
Publicidade
Humanização na saúde: a importância do cuidado pautado na empatia
Divulgação

O acesso à saúde pública sempre foi um direito de todo cidadão. Com a chegada da pandemia, em 2020, os serviços de saúde tiveram sua relevância destacada e compuseram um exército no combate à Covid-19, por meio de hospitais, UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

E com a pandemia também ocorreu o aprimoramento do conceito de acolhimento e humanização. O longo período de crise sanitária mundial fez com que as equipes buscassem caminhos para se ajustar às demandas crescentes, sobretudo diante da própria angústia vivenciada pelos familiares e pacientes durante o momento mais crítico.

Vale aqui destacar que a prática de acolhimento foi adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2003, por meio do programa HumanizaSUS. Por se aplicar desde a recepção do paciente, podemos dizer que o acolhimento é o primeiro passo para a humanização do atendimento em saúde como um todo. Partindo desse princípio, as equipes colocam a necessidade do indivíduo como norteadora de suas ações, aplicando a escuta junto ao usuário

Assim, ele deixa de ser um número ou ficha para ser reconhecido como indivíduo, tendo as preocupações ouvidas e consideradas para dar continuidade ao tratamento. Nesse contexto, os profissionais de saúde têm autonomia para seguir diferentes protocolos, a fim de prestar a melhor assistência possível no momento.

Combinando diretrizes como a defesa dos direitos dos usuários, valorização do trabalhador e gestão participativa, o acolhimento tem o potencial de transformar os serviços de saúde.

Ele promove a aproximação entre funcionários e o público, dispensando processos rígidos para adotar soluções mais flexíveis e humanizadas.

Acolher o usuário também é importante porque aumenta o seu bem-estar, colaborando para uma melhora mais rápida, além de fidelizar pacientes. Afinal, apesar da missão social relevante, as unidades de saúde não deixam de ser um negócio, e pensar em estratégias que o diferenciem da concorrência é fundamental em um mercado cada vez mais competitivo.

Deixando uma impressão positiva, as chances de que o paciente volte a usar seus serviços aumentam de forma considerável. Funcionários e usuários também ficam mais satisfeitos, o que melhora o clima organizacional e, potencialmente, a vida do usuário.

Como gestor de uma Organização Social de Saúde (OSS) que investe em ações de prevenção e promoção à saúde, acredito que o processo de humanização tem início com a conscientização das equipes de saúde, incluindo treinamentos voltado à escuta qualificada.

No âmbito do SUS, ele tem papel essencial na atenção primária, que contempla as UBSs e os serviços de forma geral. São nesses locais que o paciente é cadastrado e recebe os primeiros cuidados. Cabe reforçar que não se trata de uma simples triagem, requerendo por parte dos funcionários um compromisso de manter todos os pacientes informados sobre a classificação e seu propósito.

Outra boa prática se volta à praticidade e comodidade, permitindo diferentes formatos de atendimento. Além do presencial, as unidades de saúde podem oferecer consultas à distância, deixando ao paciente a escolha do formato mais adequado. Aplicativos de mensagens, e-mail e outros canais também auxiliam no acolhimento, conferindo maior agilidade aos serviços.

Enfim, tudo se resume ao acolhimento. E, quando falo em acolher, é o ato de entender o paciente como um todo, com os seus medos, sonhos, dificuldades e condições familiares, para que possamos amenizar a dor e promover um atendimento integral e individualizado.

O tratamento realizado dessa forma, com foco nas reais necessidades do paciente, contribui de forma determinante para acelerar o processo de cura. Percebemos que pacientes atendidos de maneira humanizada têm mais confiança na equipe e nos tratamentos, além de responderem melhor aos recursos clínicos. O acolhimento ainda favorece a participação da família no processo de doença, gerando entendimento e alívio da ansiedade e depressão, com melhora da qualidade de vida.

Por fim e por esse conjunto de benefícios, ressalto aqui a necessidade de continuidade dessas práticas e a concretização da rede de acolhimento para além do momento de pandemia, sendo fundamental a inerência de tais práticas humanizadas para a potencialização do SUS.

Nosso desejo, como instituição de saúde, é fazer a diferença na vida de cada paciente, com um atendimento diferenciado, focado na experiência e na expertise. E assim seguiremos, juntos, enfrentando, da melhor forma possível, todas as adversidades que possam surgir, com respeito à população e focados na humanização como principal agente transformador, em todos os níveis de atenção à saúde: primária, especializada, urgência e emergência e gestão hospitalar.


Por Ademir Medina, é CEO do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”)

Relacionadas

Mais da editoria →