A Rede Privativa da Administração Pública Federal, implantada pela Entidade Administradora da Faixa (EAF), começará a ser ativada de forma gradual ao longo do mês de outubro em Macapá (AP). A nova rede de dados de fibra óptica, exclusiva de alta disponibilidade e segurança, conectará 7 pontos de atendimento na capital amapaense, contemplando 6 diferentes órgãos federais.
No estado, a iniciativa beneficiará o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Cada órgão público listado estará conectado na nova infraestrutura dedicada de alta velocidade.
A novidade em Macapá faz parte do avanço da infraestrutura pelo país, ao lado das capitais de Goiás, Espírito Santo e Acre, além de Sergipe — pioneira na iniciativa com o início das operações em junho. Juntas, essas cinco capitais somam pelo menos 48 pontos de conexão ativados, conectando unidades de 10 órgãos públicos federais à nova malha exclusiva.
A nova "estrada digital" do Governo Federal
A Rede Privativa Fixa funciona como uma "estrada digital" de alta velocidade e construída exclusivamente para o tráfego de dados e informações da Administração Pública Federal. Esse sistema permite que a troca de dados entre os órgãos públicos não sofra com os congestionamentos e interferências que geralmente atingem as “estradas comuns”, ou seja, a internet comercial.
A implantação dessa infraestrutura é uma das principais obrigações previstas no edital do Leilão do 5G, sob a execução da Entidade Administradora da Faixa (EAF) e supervisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio do Gaispi. Após a entrega física e ativação, a infraestrutura é repassada para gestão do Ministério das Comunicações que, por sua vez, transmite a operação da rede à Telebras.
"A Rede Privativa garante um salto de eficiência e segurança para o Estado brasileiro. Estamos entregando uma conexão dedicada, sustentável e de altíssima velocidade, assegurando que os órgãos públicos contem com a melhor tecnologia para gerenciar dados estratégicos e prestar serviços ágeis à sociedade", destaca Gina, presidente da EAF.
Diferentemente das redes de telecomunicação convencionais, a infraestrutura própria em fibra óptica tem capacidade de eliminar gargalos e garantir maior disponibilidade de tráfego de dados. Na rotina dos servidores públicos, o avanço visa redução de travamentos em sistemas corporativos, maior fluidez no acesso a arquivos em nuvem e reuniões virtuais sem oscilações ou interrupções.
Para a população, os benefícios podem ser traduzidos em atendimento mais ágil, digital e sem lentidão nos postos federais. A malha também traz elevado nível de cibersegurança e já está preparada para receber tecnologias de proteção de última geração, como a criptografia pós-quântica.
Em sua primeira fase, o projeto prevê 414 pontos de conexão nas 27 capitais do país, com mais duas etapas programadas até a conclusão total. Com o avanço das ativações em outubro, a iniciativa cumpre seu cronograma de expansão gradual, garantindo a transformação digital da gestão pública em todo o território nacional.
Sobre a EAF
A Entidade Administradora da Faixa (EAF) é uma instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações. Entre suas atribuições estão a limpeza da faixa de 3,5 GHz, essencial para a operação do 5G no país; a execução dos programas Siga Antenado e Brasil Antenado; a implantação das infovias na região amazônica, para expandir a infraestrutura de telecomunicações no Norte do Brasil; e o desenvolvimento das redes privativas de comunicação para o Governo Federal.
