Em 15 de setembro, Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, o Governo do Amapá reforça a importância de conhecer os sinais da doença e buscar avaliação médica diante de alterações persistentes. Os linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas, fazem parte do sistema de defesa do organismo e podem aumentar de tamanho durante infecções e processos inflamatórios.
Na maioria dos casos, eles diminuem espontaneamente após a recuperação, mas quando permanecem aumentados por três a quatro semanas ou continuam crescendo, precisam ser investigados.
A hematologista Amanda Furtado, da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacom), explica que também merecem atenção os linfonodos endurecidos ou que parecem estar presos aos tecidos abaixo da pele, principalmente quando não há uma infecção aparente. "Os gânglios mais preocupantes são aqueles que aumentam de tamanho e não diminuem depois de três a quatro semanas, principalmente quando não existe uma infecção associada", orienta.
A especialista destaca ainda que sinais como febre sem causa aparente, perda de peso inexplicada, suor noturno intenso, muita fraqueza ou sangramentos sem explicação também precisam ser avaliados. Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes condições de saúde e não significam, isoladamente, que a pessoa tenha linfoma, mas indicam a necessidade de investigação médica.
Os linfomas são tipos de câncer que afetam o sistema linfático e podem provocar o aumento dos linfonodos. A confirmação é feita por meio de biópsia, exame fundamental para identificar a presença da doença e determinar o tipo e subtipo. "A biópsia é imprescindível para confirmar o diagnóstico e definir qual é o tipo de linfoma. A partir desse resultado, conseguimos direcionar o tratamento mais adequado para cada paciente", explica Amanda.
A orientação é procurar atendimento diante de alterações persistentes, evitando a automedicação e permitindo que a causa seja investigada adequadamente.
Após a confirmação, o paciente é acompanhado por um hematologista em um serviço especializado. O tratamento depende do tipo e das características do linfoma e pode incluir quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia. Em algumas situações, quando não há indicação imediata de tratamento, o paciente permanece em acompanhamento clínico regular. A orientação é procurar atendimento diante de alterações persistentes, evitando a automedicação e permitindo que a causa seja investigada adequadamente.
