ESG além do discurso: fórum destaca geopolítica, crise hídrica e inclusão como diferenciais competitivos da Amazônia
- *Régia Moreira, coordenadora da Comissão de ESG do
- 20/04/2026
- Geopolítica
Evento promovido pelo CIEAM e SUFRAMA amplia debate sobre ESG ao conectar geopolítica, crise de recursos naturais e inclusão social ao futuro da economia global
Debates vão além do ambiental e colocam Amazônia no centro das decisões globais sobre sustentabilidade, competitividade e futuro
Encontro reforça a Zona Franca de Manaus como protagonista de um modelo econômico baseado em rastreabilidade, credibilidade e impacto real
O ESG deixou de ser tendência para se consolidar como exigência de mercado e foi nesse contexto que o CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e a SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus) realizaram no último dia 15 de abril, o “III Fórum ESG CIEAM e SUFRAMA – O diferencial competitivo”.
O encontro reuniu especialistas de alto nível em uma programação estratégica que posiciona a ZFM (Zona Franca de Manaus) como protagonista da nova economia global, pautada por evidência, transparência e responsabilidade.
ESG ampliado: muito além dos três pilares
Mais do que discutir os tradicionais eixos ambiental, social e de governança, o Fórum trouxe uma abordagem ampliada do ESG, conectando o tema a questões estruturais do cenário global.
Geopolítica, o uso desenfreado dos recursos naturais e seus impactos nas comunidades, além dos desafios futuros relacionados à água e ao solo, foram temas que estiveram no centro dos debates. A programação também destacou a importância da ancestralidade, do respeito às culturas locais e da inclusão social como elementos fundamentais para um desenvolvimento sustentável genuíno.
“O ESG é muito mais do que falar de meio ambiente, social e governança. Nosso Fórum foi muito além disso, com debates riquíssimos e palestrantes de altíssimo nível, que trouxeram uma visão ampla e estratégica sobre os desafios globais e locais”, afirma Régia Moreira, coordenadora da Comissão de ESG do CIEAM e responsável pelo Fórum.
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Debates estratégicos sobre o futuro
No evento, especialistas discutiram os impactos da geopolítica no mundo e suas consequências diretas para cadeias produtivas e economias regionais. Outro ponto de destaque foi o alerta sobre o uso intensivo do solo e dos recursos hídricos — uma realidade que já afeta comunidades e levanta questionamentos urgentes sobre o futuro.
“Falamos sobre geopolítica e seus impactos no mundo, sobre o uso desenfreado do solo e da água e como isso afeta diretamente as comunidades e o nosso futuro”, destaca a executiva.
Amazônia no centro da nova economia
A programação foi estruturada em três eixos fundamentais: soluções ambientais que impulsionam sustentabilidade e inovação na Amazônia; impacto social e desenvolvimento humano como base para o crescimento sustentável; e governança e transparência como pilares de credibilidade e competitividade.
Ao reunir lideranças e especialistas, o “III Fórum ESG CIEAM e SUFRAMA” reforça o papel estratégico da Amazônia e da ZFM na construção de um modelo econômico que alia desenvolvimento, responsabilidade socioambiental e vantagem competitiva global.
“O que mostramos neste Fórum é que o ESG não é mais uma agenda paralela, ele é o próprio caminho para o desenvolvimento. A Amazônia tem todas as condições de liderar esse movimento global, unindo inovação, responsabilidade e respeito às pessoas e ao território. Nosso compromisso é seguir fortalecendo esse debate e transformando conhecimento em ação concreta para o futuro”, finaliza Régia.
Sobre o CIEAM
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) é uma entidade empresarial com personalidade jurídica, ligada ao setor industrial, que tem por objetivo atuar de maneira técnica e política em defesa de seus associados e dos princípios da economia baseada na Zona Franca de Manaus (ZFM). Implementada pelo governo federal em 1967, com o objetivo de viabilizar uma base econômica no Amazonas e promover melhor integração produtiva e social entre todas as regiões do Brasil, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento regional bem-sucedido que devolve aos cofres públicos mais da metade da riqueza que produz. Atualmente, são 600 empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). O estado do Amazonas tem 578.208 mil empregos, dos quais 134 mil são diretos do PIM e garantem a preservação de 97% da cobertura florestal do Amazonas. Encerrou 2025 com um faturamento de R$ 228 bilhões.
