O primeiro colo, o contato pele a pele e a primeira tentativa de amamentação, ja na ambiência de parto, marcam os primeiros momentos de uma nova história. No Hospital da Mulher Maternidade Mãe Luzia ( HMML), esses momentos também fazem parte de uma assistência que alia acolhimento e cuidados técnicos para garantir segurança ao recém-nascido. Sempre que as condições clínicas permitem, mãe e bebê são mantidos próximos desde o nascimento, fortalecendo o vínculo e favorecendo o início da amamentação.
De acordo com Eudcleuce Costa Felix, gerente do QualiNeo da unidade, a aproximação entre mãe e bebê é um dos primeiros cuidados após o parto. O contato pele a pele e a amamentação contribuem para a formação do vínculo e estimulam a liberação de hormônios como prolactina e ocitocina, relacionados à produção de leite e à recuperação da mãe.
"A primeira orientação que a gente tem é: O bebê é da mãe e o máximo de contato entre eles nessas primeiras horas é muito importante, a família, o acompanhante estão aqui apenas para ajudar", explica.
O estímulo ao aleitamento materno é acompanhado pela equipe multiprofissional, que observa a pega, a posição e a capacidade do bebê de coordenar sucção, deglutição e respiração. Nem sempre a primeira mamada acontece de forma espontânea, por isso a orientação profissional é importante para identificar dificuldades e ensinar a mãe. Quando necessário, profissionais especializados do Banco de Leite Humano (BLH) podem auxiliar nesse processo.
O recém-nascido também passa pelas triagens neonatais, como os testes do coraçãozinho, pezinho, olhinho e orelhinha, além das vacinas
Ao mesmo tempo em que a família vive os primeiros momentos com o bebê, a equipe acompanha indicadores importantes de saúde. Peso, alimentação, evacuações, respiração e possíveis sinais de alerta são avaliados durante a permanência na maternidade. O recém-nascido também passa pelas triagens neonatais, como os testes do coraçãozinho, pezinho, olhinho e orelhinha, além das vacinas BCG e contra a hepatite B, conforme as condições clínicas e os fluxos de atendimento.
Quando o bebê precisa de cuidados intensivos ou intermediários, a assistência é adaptada à sua condição, mas a presença da família continua sendo valorizada. Nas unidades neonatais, pais e responsáveis têm acesso ampliado e, quando indicado, o método canguru promove o contato pele a pele entre mãe e bebê. A prática pode contribuir para a estabilidade da temperatura e de outros parâmetros do recém-nascido, além de favorecer o vínculo e a produção de leite materno.
O cuidado também prepara a família para o momento da alta. Com o apoio da equipe, mães e familiares aprendem gradativamente sobre banho, troca de fraldas, posicionamento, amamentação e outros cuidados necessários em casa.
"Aquele bebê é da família. Ele está dentro da unidade para ser cuidado por uma equipe multiprofissional, mas ele é da família", destaca Eudcleuce. Dessa forma, cada procedimento é acompanhado de acolhimento e orientação, para que o nascimento seja também o início de uma relação de cuidado que continua depois da maternidade.
