Crédito: Gabriel Penha/Secom/GEA
Capoeira, batuque, marabaixo e homenagens marcam noite de apresentações culturais no 30º Encontro dos Tambores

Capoeira, batuque, marabaixo e homenagens marcam noite de apresentações culturais no 30º Encontro dos Tambores

O evento conta com apoio do Governo do Estado. Na terça-feira, 25, será celebrado o aniversário da União dos Negros do Amapá, com show do grupo Cacique de Ramos.


Capoeira, batuque e marabaixo deram a tônica da noite de domingo, 23, no 30º Encontro dos Tambores, com apoio do Governo do Estado. No início da noite, os berimbaus e atabaques soaram em uma apresentação conjunta de grupos de capoeira, com a participação significativa de crianças e jovens.

O primeiro grupo cultural a subir ao palco foi o Batuque Santo Antônio, da comunidade de Coração. Levando a bandeira, os integrantes exaltaram o santo padroeiro do lugar e renderam homenagens a Raimunda Ramos, a dona Diquinha, matriarca da comunidade.

Raimunda Ramos, a dona Diquinha, homenageada pelo grupo Santo Antônio do Coração
Raimunda Ramos, a dona Diquinha, homenageada pelo grupo Santo Antônio do Coração
Foto: Gabriel Penha/Secom/GEA

O segundo grupo a se apresentar foi a Associação Zeca e Bibi Costa (Azebic), uma das realizadoras do tradicional Ciclo do Marabaixo na Favela (bairro Santa Rita). Além do rufar das caixas e do rodar das saias, o grupo homenageou a matriarca Irene Silva.

Grupo de marabaixo Azebic presta homenagem à matriarca Irene Silva
Grupo de marabaixo Azebic presta homenagem à matriarca Irene Silva
Foto: Gabriel Penha/Secom/GEA

Já o grupo da comunidade de Torrão do Matapi levou ao Anfiteatro do Centro de Cultura Negra Raimundinha Ramos a força das celebrações religiosas da região rural de Macapá. Em seguida, o Nova Geração do Maruanum destacou a importância da participação da juventude nas manifestações culturais, sem esquecer a experiência e o legado daqueles que os precederam.

As crianças são presenças constante no palco e nas rodas de batuque e marabaixo
As crianças são presenças constante no palco e nas rodas de batuque e marabaixo
Foto: Gabriel Penha/Secom/GEA

A entrada da imagem do padroeiro São Roque antecedeu a apresentação da comunidade do Ambé. Não faltou a canção icônica que se transformou em hino do lugar, “Flor do Ambé”.

Foliãs levam a imagem de São Roque, padroeiro do Ambé, durante a apresentação
Foliãs levam a imagem de São Roque, padroeiro do Ambé, durante a apresentação
Foto: Gabriel Penha/Secom/GEA

O grupo Malocão do Pedrão levou o batuque raiz ao público que acompanhou a apresentação. Reunindo crianças, jovens e adultos, o grupo contagiou a todos com as danças e os sons dos repiniques e amassadores.

O Marabaixo da Gungá encerrou as apresentações das comunidades, já por volta de 0h30. O grupo de Mazagão Velho, comandado por Rosângela Silva, a Gungá, encantou o público que atendeu ao chamado e entrou na roda para dançar ao som das caixas.

O show dos sambistas Carlos Piru e Cafu Rota Samba fechou a noite. A programação segue nesta segunda-feira, 24, com a apresentação do projeto “Cantando Marabaixo nas Escolas”, além de grupos como Raízes do Marabaixo Infantil (Mazagão Velho), Tia Sinhá, Estrela do Renascer, entre outros.

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Sambista, cantor e compositor Carlos Piru se apresenta no 30º Encontro dos Tambores
Sambista, cantor e compositor Carlos Piru se apresenta no 30º Encontro dos Tambores
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Na terça-feira, 25, será celebrado o aniversário da União dos Negros do Amapá (UNA), com cerimônia e corte do bolo. Também ocorre o show nacional com o grupo Cacique de Ramos, do Rio de Janeiro.

“A programação é extensa e respeita nossa pluralidade e identidade cultural. O Encontro dos Tambores não é só um evento de festa no palco, mas também de resistência e ancestralidade”, destaca a coordenadora-geral da UNA, Elísia Congó.

Coordenadora-geral da UNA, Elísia Congó
Coordenadora-geral da UNA, Elísia Congó
Foto: Gabriel Penha/Secom/GEA

O Tambor que nos Une

O Encontro dos Tambores é realizado pela União dos Negros do Amapá (UNA) e pelo Instituto Língua Solta, com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Feppir – Fundação Marabaixo) e da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). O evento tem a proposta de integrar as comunidades tradicionais por meio da cultura afro-amapaense, com apresentações de grupos de marabaixo, batuque, zimba, sairé, capoeira, hip-hop, reggae, samba, povos de terreiro, além de atrações regionais e shows nacionais.

Este ano, o tema é “O Tambor que nos Une”, que remete à reflexão sobre a importância do tambor e da união entre os povos tradicionais do Amapá, bem como sobre o combate ao racismo, à discriminação social e à intolerância religiosa.

Som das caixas de marabaixo ecoou nos palcos do Centro de Cultura Negra do Amapá
Som das caixas de marabaixo ecoou nos palcos do Centro de Cultura Negra do Amapá
Foto: Gabriel Penha/Secom/GEA

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Capoeira, batuque, marabaixo e homenagens marcam noite de apresentações culturais no 30º Encontro dos Tambores

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