Vinícius Júnior em registro público fora de campo e em partida pelo Real Madrid. Créditos: Reprodução / Instagram @pedronmyria | CO Assessoria
Lista aponta jogadores que viveram queda de rendimento após romances midiáticos

Lista aponta jogadores que viveram queda de rendimento após romances midiáticos

“Análise sugere queda de rendimento em campo de Vinícius Júnior, Neymar, Militão e Yuri Lima após exposição da vida pessoal”, afirma Myriã Pedron.


Ex-musa do Santos e atualmente comentarista esportiva nas redes sociais, Myriã Pedron tem usado seu espaço digital para analisar o futebol além das quatro linhas. Com comentários frequentes sobre jogos, fases de atletas e comportamento fora de campo, ela passou a chamar atenção ao observar como a superexposição da vida pessoal de jogadores coincidiu com períodos de menor rendimento esportivo.

 

A leitura feita por Myriã não busca estabelecer uma relação direta entre namoro e desempenho em campo, mas identificar padrões de pressão externa, distrações e ruídos criados quando a vida íntima dos atletas passa a ocupar espaço constante no noticiário esportivo e nas redes sociais.

 

Para a comentarista, o futebol moderno extrapolou o jogo em si. “Hoje o jogador não é analisado apenas pelo que faz nos 90 minutos. Ele também é personagem de rede social, de portal de entretenimento e de debate permanente. Quando a vida pessoal entra nesse circuito, a cobrança muda”, avalia.

 

Entre os exemplos citados por ela está Vinícius Júnior. Myriã lembra que, em setembro de 2025, período em que rumores sobre sua vida pessoal ganharam espaço nos portais, o atacante do Real Madrid atravessou uma sequência de jogos com produção ofensiva abaixo do habitual. Em um recorte de sete partidas disputadas naquele período, Vinícius marcou apenas dois golos, número inferior ao registrado em fase equivalente da temporada anterior, segundo levantamentos da imprensa esportiva espanhola. “Quando o rendimento cai, qualquer fator externo vira munição para a cobrança”, observa.

 

Outro caso analisado é o de Yuri Lima, que passou a ter a carreira esportiva ofuscada pela vida pessoal após assumir um relacionamento de grande repercussão nacional. Durante esse período, o volante perdeu espaço em clubes da Série A, rescindiu contrato com o Mirassol e disputou sua última partida profissional em julho de 2024, antes de anunciar a interrupção da carreira. “A discussão deixou de ser desempenho, posição em campo ou sequência de jogos e passou a ser vida pessoal. Quando isso acontece, o jogador perde o controle da própria narrativa esportiva”, afirma.

 

Myriã também cita Éder Militão como exemplo de como a exposição fora de campo pode contaminar a leitura pública sobre o rendimento. Na reta final da temporada 2021/22, o zagueiro do Real Madrid foi alvo de críticas na imprensa espanhola por falhas defensivas em jogos decisivos, a ponto de ter sua titularidade questionada às vésperas da final da Liga dos Campeões. O período coincidiu com uma fase de grande exposição da sua vida pessoal. “Mesmo quando há fatores técnicos ou físicos envolvidos, a leitura pública mistura tudo”, analisa.

 

Para ampliar o panorama, a comentarista inclui Neymar como um dos exemplos mais emblemáticos da relação entre vida pessoal e pressão esportiva. Em diferentes fases da carreira, especialmente em períodos de alta exposição da vida íntima, o desempenho do atacante passou a ser analisado sob uma lente que ia além do futebol. “No caso do Neymar, muitas vezes o debate sai do campo e vai direto para a vida pessoal, e qualquer oscilação técnica vira gancho para esse tipo de leitura”, observa Myriã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

 

A comentarista reforça que não se trata de moralizar ou julgar a vida íntima dos atletas. “Namorar, casar ou se separar não deveria ser problema. O ponto é quando a exposição se torna constante e passa a competir com o jogo”, diz. Para ela, o futebol brasileiro ainda tem dificuldade em separar o atleta profissional do personagem midiático.

 

Segundo Myriã, a análise é comportamental e de mídia, não técnica. “Não estou dizendo que romance derruba rendimento. Estou dizendo que a superexposição cria ruído, distração e uma cobrança que não aparece na súmula do jogo”, afirma. Ela lembra que há exemplos opostos, de jogadores que renderam mais em fases estáveis da vida pessoal, o que reforça que cada caso precisa ser observado dentro do contexto.

 

“Hoje o jogador joga com a bola no pé e com a câmara ligada o tempo todo. Saber lidar com isso virou parte do jogo”, conclui Myriã Pedron.

 

A esquerda, Miryã Pedron posando em ensaio fotográfico, a direita, a comentarista durante transmissão esportiva.

Neymar fora de campo e em treino pelo Santos durante período de alta exposição da vida pessoal.

Imagens de arquivo / Reprodução


Publicidade



O que achou desta notícia?


Cursos Básicos para Concursos