“Eu não queria queria mais fazer sexo com a minha própria esposa”, diz cinegrafista sobre impacto psicológico do conteúdo adulto
- Redação
- 23/02/2026
- Podcast
Após anos nos bastidores gravando com algumas das principais estrelas do conteúdo adulto brasileiro, Andreas Ciero afirmou que a rotina por trás das câmeras é muito diferente da imagem idealizada vista nas telas. Em entrevista ao podcast Sem Filtro, apresentado por Luiza Ambiel, de 53 anos, o profissional falou sobre dinheiro, ilusão da edição e o impacto psicológico da exposição constante ao sexo como trabalho.
Durante a conversa, Andreas admitiu que já cogitou entrar na frente das câmeras por motivos financeiros. “Financeiramente, eu já pensei sim em entrar pra cena. Porque é bizarro ver os caras ganhando. Tem moleque que fala que ganha em um mês o que eu não ganho em dois anos. Eu fico ali no backstage, trampando, enquanto os caras estão ganhando muito mais que eu. Aí você começa a pensar se não valeria a pena. Mas ao mesmo tempo tem um peso grande, porque você troca sua intimidade por dinheiro”, afirmou.
Ele também desmistificou a ideia de que as gravações fluem de forma perfeita. Segundo Andreas, o resultado final é uma construção técnica. “Muita gente acha que a cena flui perfeita do começo ao fim, mas não é assim. Às vezes não tem química, às vezes a performance não encaixa, e aí o trabalho da edição é praticamente contar uma mentira bem feita. A gente pega os melhores momentos, junta tudo e transforma numa cena que parece perfeita. Quem assiste acha que foi tudo incrível, mas por trás teve pausa, ajuste, tentativa de posição”, declarou.
O câmera também falou sobre o impacto psicológico do ambiente. “No começo, quando eu ainda estava solteiro e comecei a mergulhar de vez nesse mercado, ver cena o dia inteiro mexeu muito com a minha cabeça. Eu comecei a me achar o fodão, como se eu fosse o rei do mundo. Você convive com muita gente bonita, muita validação, e isso sobe pra cabeça. Teve um momento que eu percebi que estava deslumbrado demais”, afirmou.
Segundo ele, o excesso de exposição alterou até sua relação pessoal com o sexo. “Teve uma fase que eu chegava em casa e não queria ver sexo. Eu passava o dia inteiro vendo cena, performance, gravação. Quando chegava em casa, a última coisa que eu queria era transar. Você começa a associar sexo com trabalho, com pressão, com entrega de resultado, e isso cobra um preço psicológico”, disse.
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A entrevista com Andreas Ciero está disponível no podcast Sem Filtro, exibido todas as segundas-feiras, às 19h00.
Crédito: @semfiltro.luizaambiel
