Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Governo do Estado fortalece inclusão na saúde bucal com oficina de Libras para profissionais do CEO

Governo do Estado fortalece inclusão na saúde bucal com oficina de Libras para profissionais do CEO

O conhecimento em Libras assegura comunicação básica entre servidores e pacientes surdos, ampliando a acessibilidade na rede pública.


O Governo do Amapá iniciou a semana promovendo acessibilidade ao dar início, nesta segunda-feira, 23, à oficina “Libras na Saúde”, voltada a 120 profissionais do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). A capacitação tem como objetivo garantir comunicação básica e acolhimento humanizado aos pacientes surdos. As atividades ocorrem ao longo da semana, na Faculdade Estácio, no Bairro Jesus de Nazaré, em Macapá.

A iniciativa é coordenada pela Escola de Saúde Pública do Amapá (ESP), em parceria com a Central de Tradutores e Intérpretes de Libras na Saúde (Cilsaúde), e segue até sexta-feira, 27, com turmas nos turnos da manhã e da tarde. A proposta é oferecer suporte inicial aos servidores, assegurando que o atendimento ocorra de forma clara e respeitosa até a chegada do apoio especializado do Cilsaúde.

A coordenadora de Saúde Bucal da Sesa, Daphne Macedo, destacou que a oficina representa um passo importante para fortalecer a inclusão na rede pública.

“Essa oficina vai dar um suporte básico para os nossos servidores até que o Cilsaúde chegue com o apoio completo ao paciente. É um passo fundamental para que a comunidade surda seja bem atendida. A capacitação inicia a quebra de uma barreira linguística e permite que os profissionais compreendam o diagnóstico relatado pelo paciente, garantindo mais segurança, acolhimento e qualidade no atendimento”, afirmou.

Daphne Macedo, coordenadora de Saúde Bucal da Sesa, destaca que a oficina fortalece o atendimento humanizado e quebra barreiras linguísticas no CEO
Daphne Macedo, coordenadora de Saúde Bucal da Sesa, destaca que a oficina fortalece o atendimento humanizado e quebra barreiras linguísticas no CEO
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

O responsável técnico do Cilsaúde e coordenador do curso, Wesley Ribeiro, ressaltou que a formação amplia o acesso da comunidade surda aos serviços de saúde.

“Nosso objetivo é preparar os profissionais para esse primeiro contato com o paciente surdo, oferecendo ferramentas básicas de comunicação até que a equipe do Cilsaúde seja acionada para o suporte completo. A presença de servidores capacitados facilita o acolhimento, reduz ruídos na informação e torna o atendimento mais humanizado e eficiente”, destacou.

Wesley Ribeiro, responsável técnico do Cilsaúde, ressalta que a capacitação garante suporte inicial até o atendimento especializado
Wesley Ribeiro, responsável técnico do Cilsaúde, ressalta que a capacitação garante suporte inicial até o atendimento especializado
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

Ao aprender noções essenciais da Língua Brasileira de Sinais (Libras), os servidores ampliam a capacidade de escuta e compreensão, transformando o primeiro contato em um momento de acolhimento efetivo. A iniciativa fortalece o vínculo entre profissional e paciente, garante mais segurança na condução do diagnóstico e assegura autonomia e qualidade no cuidado ofertado.

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Para o cirurgião-dentista Paulo Ramos, a capacitação representa um avanço significativo na qualificação do atendimento.

“É uma oficina muito importante para podermos ter noções básicas de como nos comunicar com a pessoa surda. Muitas vezes, a dificuldade não está apenas no procedimento odontológico, mas na compreensão do que o paciente está sentindo e precisa relatar. Quando conseguimos estabelecer essa comunicação, oferecemos mais segurança, respeito e confiança. Quero parabenizar o CEO por essa iniciativa, que amplia o acesso, fortalece o atendimento humanizado e demonstra o compromisso com uma saúde verdadeiramente acessível para todos”, destacou.

Paulo Ramos, cirurgião-dentista, afirma que a formação amplia a segurança e a qualidade no atendimento à comunidade surda
Paulo Ramos, cirurgião-dentista, afirma que a formação amplia a segurança e a qualidade no atendimento à comunidade surda
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

A dentista Tânagra Monte também ressaltou a importância da formação.

“Esse momento é muito importante, pois assim podemos interagir com pacientes surdos. É a primeira vez que participo de uma capacitação como essa e percebo o quanto ela é necessária para melhorar nosso acolhimento”, afirmou.

Tânagra Monte, dentista, destaca a importância da qualificação para melhorar a interação com pacientes surdos
Tânagra Monte, dentista, destaca a importância da qualificação para melhorar a interação com pacientes surdos
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

A iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Estado com a equidade e a ampliação do acesso no Sistema Único de Saúde (SUS). Ao investir na qualificação do corpo técnico do CEO, a gestão estadual consolida um padrão de atendimento mais acessível, humanizado e resolutivo, garantindo que a saúde bucal seja ofertada com respeito às especificidades da comunidade surda amapaense e fortalecendo uma política pública pautada na dignidade e no cuidado integral.

Duas facilitadoras do Cilsaúde ministram o curso
Duas facilitadoras do Cilsaúde ministram o curso

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