Para garantir assistência integral das famílias da comunidade de Vila Progresso afetadas pela erosão do solo no arquipélago do Bailique, em Macapá, o Governo do Estado atua e monitora a situação para desenvolver um diagnóstico técnico-social com respostas imediatas e ações de médio e longo prazo.
Inicialmente, equipes de profissionais do Corpo de Bombeiros Militar (CBM/AP), da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) foram enviadas para definir uma força-tarefa interinstitucional baseada nas informações levantadas, e agir nas ocorrências dos impactos provocados pelo agravamento do fenômeno de erosão.
Durante o diagnóstico, a equipe designada também atua no mapeamento das áreas de risco iminente de outras comunidades que fazem parte do arquipélago.
Entre 2024 e o inicio deste ano, foram entregue cerca de 60 toneladas de alimentos no Bailique
Foto: Weverton Façanha/GEA
Acompanhamento
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Em março deste ano, graças a um monitoramento constante, o Governo do Amapá concluiu a entrega de mais de 60 toneladas de alimentos, 40 mil litros de água mineral e 1,5 milhão de água potável no arquipélago do Bailique para mais de 2,5 mil famílias em 57 comunidades, afetadas pela forte estiagem e salinização das águas na região.
Desde 2013, com o fechamento da embocadura do Rio Araguari, o curso das águas passou a seguir por valas abertas em áreas de antigas fazendas, intensificando a erosão na região. O avanço das águas afeta diretamente a população ribeirinha, com a destruição de casas, escolas, postos de saúde, passarelas e redes de energia elétrica.
Terras caídas
As terras caídas são um fenômeno natural de erosão das margens dos rios, causado pelo fluxo das águas e pelas fortes chuvas que transportam pedaços de solo deteriorados, resultando em deslizamentos.
Por Weverton Façanha

