Durante os nove dias da 54ª Expofeira do Amapá, maior evento de negócios da Amazônia, os povos originários do Amapá e Norte do Pará foram destaque nas vendas dos artesanatos. A programação trouxe um retorno de mais R$ 32,2 mil para os 20 empreendedores, resultado que reforça o potencial do artesanato indígena como fonte de geração de renda e o valor simbólico da produção artesanal enquanto elemento de
preservação cultural.
Entre turistas internacionais, nacionais e locais, mais 3 mil pessoas passaram pela maloca dos Povos Indígenas no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. O espaço virou uma verdadeira vitrine de souvenirs tradicionais e diversos itens feitos pelos artesãos, como remos, os coloridos brincos de penas, pulseiras, colares, cuias e camisas.
“É o terceiro ano consecutivo dos povos indígenas na Expofeira e isso só reforça a valorização que o governador do Amapá, Clécio Luís, tem com o nosso povo. Esse evento foi uma verdadeira vitrine de oportunidades. Todas as etnias indígenas se sentiram satisfeitas pela participação, por venderem seus produtos e mostrar para o mundo por meio da arte e apresentações culturais as nossas riquezas e a relevância que temos ao preencher esse espaço. Os parentes que vieram de suas comunidades empreender voltaram para os seus territórios felizes pelo sucesso nas vendas, e isso nos faz entender que estamos no caminho certo dando oportunidades a essas pessoas”, afirmou a gestora da Secretaria de Estado Extraordinária do Povos Indígenas (Sepi), Sonia Jeanjacque.
Gestora da Secretaria de Estado Extraordinária do Povos Indígenas, Sonia Jeanjacque
Foto: Gabriel Penha/GEA
Valorização cultural
Além da comercialização dos produtos, a maloca possibilitou que os visitantes vivessem uma experiência imersiva nos costumes indígenas, e uma das atrações de sucesso foram as pinturas corporais do grafismo dos povos Tiriyó, Kaxuyana, Galibi-Maworno, Karipuna, Palikur, Waiãpi, Tiriyó, Katxuyana, Waiana e Apalai atividade que reafirma e valoriza a identidade cultural dos originários. Também houve degustação das bebidas populares nas comunidades, como o caxixi, caxiri, sakura e aluá.
Ademais, este ano a maloca teve uma novidade, isso porque pela primeira vez veio a loja itinerante "Xandoca" do museu Kuahí, recentemente entregue reformado e modernizado pelo governador do Amapá, Clécio Luís, no município de Oiapoque. E um dos comercializadores foi o jovem Yan Ynoré, de 25 anos, da etnia Karipuna, da aldeia Santa Isabel, que fez sucesso ao vender os artesanatos para diversos turistas.
Empreendedores da etnia Karipuna
Foto: Jhon Martins/GEA
Premiação de projetos indígenas
Durante o evento, também foram entregues premiações para 20 escolas indígenas estaduais que valorizam a semana cultural em seus territórios. A premiação foi fruto do edital “Educação para o Bem Viver: apoio às comunidades indígenas pela equidade na educação”. O valor total do recurso foi de 100 mil, distribuídos em 5 mil para as instituições do Amapá e Norte do Pará.
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O recurso é resultado do programa Amapá Afro, que visa à transversalidade em projetos, ações e políticas públicas executados pelo Governo do Amapá, seja em saúde, educação, cultura, assistência social e empreendedorismo, garantindo a melhoria das condições de vida e a consolidação do respeito, valorização e validação de direitos das comunidades tradicionais.
Artistas indígenas Galibi Marworno
Foto: Gabriel Penha/GEA
A maior Expofeira de todos os tempos. Pra movimentar o Amapá!
Com o tema "Amazônia Sustentável e Desenvolvida", a 54ª Expofeira do Amapá iniciou no sábado, 30 de agosto, e seguiu até o domingo, 7 de setembro. Realizado pelo Governo do Estado e a Associação dos Músicos e Compositores (AMCAP), o evento foi a maior edição da história, com uma área 46% maior que no ano passado. Com cerca de 482 empresas expositoras, a maior vitrine de negócios e oportunidades da Amazônia marca a geração histórica de 100.870 mil empregos formais no estado. São 20.637 mil novos empregados desde janeiro de 2023, um crescimento de 25% em dois anos e sete meses de gestão. Além disso, a 54ª Expofeira deve ultrapassar cerca de R$ 1 bilhão em negócios.
A programação foi diversa, com mais de 500 atrações culturais, incluindo um Espaço Gastronômico, um Parque de Diversões e eventos esportivos. Para garantir a segurança dos visitantes, o efetivo foi reforçado em 35%. Estratégias de atendimento de urgência e emergência também foram ampliadas. A feira sediou a 1ª ExpoAmazônia, em preparação do Amapá para a COP30 com destaque ao potencial do estado no desenvolvimento sustentável e economia verde.
Com apoio cultural do presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre, senador pelo Amapá, Randolfe Rodrigues, do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional do Brasil, Waldez Goés, e da Cervejaria Império. O evento recebeu shows nacionais gratuitos ao público.
Confira como foram os shows da 54ª Expofeira do Amapá:
30 de agosto (sábado): Calcinha Preta e Limão com Mel
31 de agosto (domingo): Ivete Sangalo
1º de setembro (segunda): rock cristão com Rosas de Saron
2 de setembro (terça): noite gospel com Cassiane e Maria Marçal
3 de setembro (quarta): Alexandre Pires
4 de setembro (quinta): Henrique & Juliano e DJs KVSH e Liu
5 de setembro (sexta): forró piseiro de Léo Foguete e Manu Bahtidão
6 de setembro (sábado): Xand Avião e Festival das Aparelhagens
7 de setembro (domingo): Jorge & Mateus
Por Bianck Bastos
Colaboração de hiúlia Dhiordanny Melo Braga



