Mulheres negras ocupam o centro do debate em imersão promovida por CRIOLA, Rosane Borges e parceiras
- Redação
- 13/04/2026
- CRIOLA
Encontro formativo reuniu convidadas de diferentes territórios para construir caminhos coletivos, fortalecer estratégias políticas e ampliar perspectivas de futuros livres do racismo.
A disputa por narrativas, representações e projetos de sociedade a partir das perspectivas de mulheres negras foi o ponto de debate da imersão formativa realizada pela escritora Rosane Borges, em parceria com CRIOLA, organização de mulheres negras, correalização da Revista Afirmativa, e apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e Instituto Cultura, Comunicação e Incidência (ICCI). A atividade teve como base uma abordagem interseccional de raça e gênero e dialogou com o lançamento do livro "Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível".
Ao longo do encontro, as participantes se dedicaram a debates e dinâmicas voltadas à construção de futuros livres do racismo. As discussões articularam a propostas e metodologias de intervenção pública para o enfrentamento dos desafios contemporâneos, reforçando a compreensão de que todas as dimensões da vida são atravessadas pela política.
“Formações como essas só fortalecem as mulheres negras no sentido da luta política. A gente participou de um debate sobre as nossas perspectivas em relação à sociedade, às nossas concepções de bem-viver, de pensar o legado que construímos e, ao mesmo tempo, de pensar os nossos futuros. Foi um momento de reafirmar os nossos propósitos, produzir novos processos políticos e sociais, entre conversas e troca de afetos”, declara Lúcia Xavier, coordenadora geral de CRIOLA.
Reunindo a autora e mais de 30 mulheres de diferentes territórios e atuações políticas, parceiras das redes organizadas por CRIOLA, o encontro teve como objetivo central construir coletivamente uma sociedade em que as mulheres negras ocupem o centro da discussão.
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SOBRE CRIOLA
CRIOLA é uma organização da sociedade civil fundada em 1992 e conduzida por mulheres negras. Atua na defesa e promoção de direitos das mulheres negras em uma perspectiva integrada e transversal, tendo por missão trabalhar para a erradicação do racismo patriarcal cisheteronormativo, contribuindo com a instrumentalização de meninas e mulheres negras, cis e trans, para a garantia dos direitos, da democracia, da justiça e pelo Bem Viver.
