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Apenas 8,2% das pessoas com deficiência no Norte vivem em áreas com rampas de acesso; especialista alerta para desafios na garantia de direitos

Dados do IBGE evidenciam barreiras à inclusão e reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à acessibilidade urbana.

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Leticia Zuim Gonzalez 15/10/2026 às 23:45
Apenas 8,2% das pessoas com deficiência no Norte vivem em áreas com rampas de acesso; especialista alerta para desafios na garantia de direitos
Divulgação

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 8,2% das pessoas com deficiência que vivem na Região Norte residem em áreas com rampas de acesso no entorno de suas casas. O índice revela um cenário de desigualdade no acesso à infraestrutura urbana e evidencia obstáculos que impactam diretamente a mobilidade, a autonomia e o exercício da cidadania dessa população.

Para o coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Macapá, Heider De Paula Rodrigues Da Silva, a acessibilidade deve ser compreendida como um direito fundamental garantido pela legislação brasileira, e não apenas como uma questão de infraestrutura urbana.

"A Constituição Federal e a Lei Brasileira de Inclusão asseguram às pessoas com deficiência o direito à participação plena na sociedade. Quando faltam condições adequadas de acessibilidade, há uma limitação prática do exercício desses direitos, afetando desde o deslocamento diário até o acesso a serviços essenciais, educação, trabalho e lazer", explica.

De acordo com o especialista, os desafios enfrentados pela população com deficiência vão além da ausência de rampas e incluem adaptações insuficientes em calçadas, transporte público e espaços coletivos. Esse conjunto de barreiras contribui para ampliar desigualdades sociais já existentes.

"A acessibilidade é um instrumento de inclusão social. Investir em cidades mais acessíveis significa promover igualdade de oportunidades e garantir que todos possam exercer sua cidadania com autonomia e segurança", destaca.

O levantamento do IBGE também aponta que as desigualdades impactam outros aspectos da vida das pessoas com deficiência, como acesso a espaços de participação social e ao pleno exercício de direitos. Para Heider De Paula Rodrigues Da Silva, o enfrentamento desse cenário exige atuação conjunta do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil.

"É necessário planejar políticas públicas permanentes, com foco na eliminação de barreiras físicas e atitudinais. A inclusão depende de medidas concretas que permitam às pessoas com deficiência circular, estudar, trabalhar e participar da vida em comunidade em condições de igualdade", conclui

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