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Explosão de violência contra primeira infância expõe urgência na proteção infantil
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Explosão de violência contra primeira infância expõe urgência na proteção infantil

  • 16/05/2025
  • Direitos Humanos
Homicídios de crianças de 0 a 4 anos cresceram 15,6% em 2023, segundo o Atlas da Violência; abusos e negligência também dispararam, evidenciando a necessidade de políticas públicas integradas e preventivas.


O Atlas da Violência 2025 revelou um dado estarrecedor: os homicídios de crianças de 0 a 4 anos cresceram 15,6% em 2023, registrando a maior alta da série histórica. No acumulado da última década (2013–2023), os números também são alarmantes: violência sexual aumentou 383,4%, negligência 259,6% e violência física 195,7% — todas concentradas nessa faixa etária. A maior parte dessas violências ocorre dentro de casa, com familiares como agressores.

Contexto e impacto: A primeira infância é uma fase crítica do desenvolvimento humano. A exposição à violência compromete severamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das vítimas — e mesmo quando não resulta em morte, deixa traumas invisíveis, duradouros e muitas vezes irreversíveis.

Segundo o working paper “Prevenção da Violência contra a Criança”, produzido pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI, a violência é um evento de estresse tóxico que impacta de forma negativa no desenvolvimento e provoca alterações fisiológicas e psicológicas na criança, podendo gerar agressividade, problemas de atenção, hipervigilância, ansiedade, depressão, dificuldades de adaptação escolar e transtornos psiquiátricos.

"A violência contra crianças é uma grave violações de direitos humanos. E ela acontece, em grande parte, dentro de casa. Quando o lar se torna o lugar do medo, não só destruímos a infância e causamos traumas imensuráveis nessa criança, como também perpetuamos um ciclo de violência e dor que atravessa gerações. Ignorar essa realidade é permitir que ela se repita"”, afirma Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

O que precisa mudar: A Fundação defende a urgência na implementação de políticas públicas integradas e permanentes, com foco na prevenção, identificação e apoio às vítimas, articulando os setores de saúde, educação, assistência social, justiça e segurança pública.

Entre as recomendações publicados no guia Primeira Infância no Município – Políticas públicas institucionalizadas, destacam-se:

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  • Realizar diagnósticos locais: Saber onde estão as crianças, os riscos que enfrentam e os vazios de proteção é essencial para planejar ações eficazes.
  • Zelar pela qualidade dos programas de proteção: Visitas domiciliares, fortalecimento dos vínculos familiares e capacitação de agentes comunitários têm efeito direto na prevenção.
  • Garantir equipes qualificadas e orçamento estruturado: Sem profissionais preparados e financiamento definido, não há política pública que funcione de forma eficaz.

“Esperar a tragédia acontecer para agir é falhar com toda uma geração. Prevenir a violência contra crianças não é uma opção — é uma urgência moral, social e política. Cada bebê que morre ou sofre em silêncio revela o abandono de um sistema que deveria protegê-lo desde o berço”, finaliza Mariana Luz.

Fontes:

  • Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal
  • Maria Beatriz Linhares, Professora associada sênior do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e membro do NCPI (Núcleo Ciência pela Infância)

Sobre a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal  

Em 2025, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal completa 60 anos de história. Criada em 1965, a Fundação nasceu em memória de Maria Cecilia, filha do banqueiro Gastão Eduardo de Bueno Vidigal – vítima de leucemia aos 12 anos – com intuito de fomentar pesquisas no campo da hematologia. Em 2007, a instituição abraçou a causa da primeira infância com a certeza de que as experiências vividas no começo da vida são fundamentais para o desenvolvimento não só da criança, mas de toda a sociedade.     

Por Luana Rodriguez

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