Foram mais de dois meses de treinamento físico, técnico e psicológico, sob o sol forte amapaense, em um dos cursos de maior rigor de toda a Polícia Militar do Amapá. Sob estas condições é que a soldado Andrezza Negrão recebeu na farda o brevê do 7º Curso de Operações de Choque (COC), a única mulher entre os 21 formados pelo Governo do Estado nesta sexta-feira, 23.
“Eu sou da turma de 2025 e ainda durante o curso de soldados, surgiu a vontade de fazer parte dessa tropa especializada, o que está muito longe de ser fácil. Cada dia enfrentado é uma vitória por si mesma, e foi com muita coragem, determinação e união do nosso turno que chegamos aqui. Somos fortes porque estamos juntos!”, celebrou a militar.
Mas a oportunidade de se especializar não está restrita aos concluintes do 7º COC. Desde 2023, o Governo do Amapá já investiu em mais de 15 mil vagas em cursos e capacitações para os profissionais da Segurança Pública.
“Foram 95 cursos para a segurança em 3 anos e 10 meses, desses, 18 exclusivos para a Polícia Militar, 12 deles para o Batalhão de Operações Especiais. E o curso de Choque é especialmente importante pois nossas cidades estão crescendo, nossos eventos cada vez maiores, e esse tipo de formação é que permite à PM atuar com qualidade, de maneira técnica, em favor da população”, detalhou o governador do Amapá, Clécio Luís.
Pela lei e pela ordem, Choque!
Companhia do Batalhão de Operações Especiais (Bope), o Choque é a unidade responsável pelo controle de distúrbios civis, policiamento de grandes eventos e enfrentamento de crises em ambiente prisional, além do combate contra o crime organizado. Para estes cenários, o operador de Choque é formado sob constante desgaste físico, contato diário com agentes químicos para dispersão de tumultos e domínio técnico dos armamentos.
“Não à toa o 7º COC iniciou, lá no dia 7 de agosto, com 45 candidatos e formou somente 21. Nossos operadores precisam estar preparados para as situações mais adversas, como estes aqui estão, além de se tornarem multiplicadores de instrumentos de menor potencial ofensivo, como espingardas calibre 12 municiadas com elastômero ou gás lacrimogêneo, elevando o padrão técnico de toda a tropa”, enfatizou o comandante do Bope, tenente coronel Wilkson Santana.
_Claudio Morais_
_Fotos: Jorge Júnior/GEA_
Assessoria de Comunicação - Sejusp/AP
