Colaboração: Jailson Santos/Iapen
Uma ação coordenada da Polícia Penal do Amapá impediu a entrada de materiais ilícitos na Penitenciária Masculina (PEM), na quarta-feira, 28. Após a interceptação e captura de uma aeronave remotamente pilotada (drone) que sobrevoava as dependências do complexo prisional sem autorização. A tecnologia de ponta aplicada pelo Governo do Estado tem sido determinante para conter tentativas de entrada de materiais proibidos no sistema prisional do Amapá.
A ocorrência foi registrada durante um apoio operacional prestado na unidade. A movimentação suspeita no perímetro aéreo foi identificada pelas torres de vigilância e por operadores da Divisão de Operações com Drones (DEOD). Ao constatar a aproximação da aeronave, a equipe realizou deslocamento imediato para acompanhar a trajetória do aparelho. No momento exato em que o drone tentava efetuar a entrega, um policial penal conseguiu interceptar o invólucro suspenso e, por meio do cabo condutor acoplado ao pacote, puxou a aeronave até a captura completa pela equipe de plantão.
"A atuação das nossas equipes demonstra a eficiência da resposta estatal contra as tentativas criminosas. O monitoramento contínuo com drones nos permite antecipar movimentos suspeitos, neutralizar o ingresso de armamentos e eletrônicos, além de garantir a ordem e a segurança tanto dentro do complexo quanto para toda a sociedade amapaense", destacou o diretor-presidente do Iapen, Emerson Nascimento.
O drone apreendido e todo o material ilícito interceptado foram recolhidos e apresentados à portaria da unidade prisional para o registro formal da ocorrência e encaminhamento aos procedimentos legais e administrativos cabíveis. As ações de vigilância e inteligência no perímetro prisional seguem intensificadas para coibir tentativas de invasão do espaço aéreo e ingresso de materiais proibidos nos pavilhões.
Apreensões de eletrônicos e armas
A estatística detalha que, ao longo dos oito meses, o patrulhamento remoto interceptou 22 smartwatches (relógios inteligentes) e 11 telefones celulares, além de 11 chips de telefonia móvel. Também foram recolhidos 21 carregadores por indução e 12 carregadores de parede, que seriam utilizados para manter o funcionamento desses equipamentos no interior do presídio.
