No Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, a Samaúma da Praça da Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP) é destacada como um símbolo ambiental e histórico do estado. Com pelo menos 80 anos, a árvore teve sua folhagem alterada ao longo das estações, marcando a paisagem local.
Documentos históricos indicam que a samaúma era comum em Araxá, mas muitos exemplares desapareceram entre as décadas de 1970 e 1980. A árvore foi integrada ao terreno adquirido pelo MP-AP em 2005, e já fazia parte da paisagem durante a cerimônia da Pedra Fundamental em 2007.
O engenheiro florestal Alcione Cavalcante acompanha os cuidados da árvore desde a sua instalação. “Desde que o Ministério Público adquiriu o terreno, acompanhamos esse exemplar de samaúma”, aponta Alcione.
A samaúma foi escolhida como símbolo da Promotoria de Meio Ambiente em 2009, quando recebeu a proteção de imuniade ao corte. Em 2014, a Praça da Samaúma foi construídana ao seu redor, e desde 2017, abriga o Luau da Samaúma, evento cultural local.
Um estudo da Embrapa Amapá em 2023, liderado pela pós-doutoranda Daniela Granato de Souza, reafirmou a idade da árvore. Em julho de 2026, a samaúma foi tombada por meio do Decreto Estadual nº 5.138, sob iniciativa da procuradora Raimunda Clara Banha e apoio do procurador-geral Alexandre Monteiro, o que proíbe qualquer intervenção que comprometa a árvore.
Para Alexandre Monteiro, o tombamento destaca a importância da samaúma como patrimônio do Amapá. “Em 2007, quando lançamos a Pedra Fundamental da nossa sede, fizemos isso em torno dessa bela árvore”, declara. A proteção da samaúma se apoia em profissionais da Promotoria de Meio Ambiente que realizam estudos para sua conservação.
O Dia da Árvore, que antecede a primavera, representa o renascimento da vegetação, e a samaúma se tornou parte da memória do MP-AP e da paisagem de Macapá, agora sob proteção estadual.
