"Prevenir e combater as queimadas é responsabilidade de todos. A orientação que recebemos aqui também passamos para outras pessoas", afirma Hébson Cléber Cordovil. Presidente da Associação de Moradores e Agricultores da comunidade do Breu, em Pracuúba, ele participou de uma ação do Governo do Amapá para orientar famílias sobre os riscos do fogo durante a estiagem e decidiu levar as informações recebidas a outros moradores.
Durante as abordagens, os fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) alertam sobre situações que podem favorecer a propagação das chamas. A mobilização segue até quinta-feira, 24, com orientações e acompanhamento das comunidades.
Na região de Pracuúba, os fiscais identificaram 18 pontos de focos de incêndios, todos às margens da BR 156 e ramais. Com drones foi possível visualizar as áreas atingidas, como a perda de vegetação nativa, degradação do solo e danos à fauna e aos recursos naturais.
"Uma simples queimada pode sair do controle e se transformar em um incêndio florestal. É importante buscar orientação para evitar danos ao meio ambiente e à comunidade", destaca Waciman Teixeira de Lemos, agente de fiscalização ambiental da Sema.
A fumaça também representa risco à saúde, principalmente quando as queimadas alcançam áreas próximas às comunidades. O período de estiagem exige atenção redobrada devido à combinação de vegetação seca, baixa umidade e temperaturas elevadas. "Quando essas condições se juntam, o risco de ocorrência e propagação dos incêndios aumenta. Por isso, a prevenção precisa começar com informação e responsabilidade", explica Waciman,
Para o capitão Alex Afonso, coordenador de Fiscalização Ambiental, a atuação das equipes em campo, o apoio tecnológico e a participação dos moradores fortalecem o trabalho preventivo durante a estiagem. "Prevenir e combater o fogo é uma responsabilidade compartilhada. Cada pessoa pode ajudar a evitar que uma queimada se transforme em incêndio", concluiu.
